Zuenir Ventura é eleito imortal da Academia Brasileira de Letras

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Escritor é o novo ocupante da Cadeira 32, que ficou vaga após a morte de Ariano Suassuna, em julho

O escritor e jornalista Zuenir Ventura, 83 anos, foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) nesta quinta-feira (30). O autor é o novo ocupante da Cadeira 32, que ficou vaga após a morte de Ariano Suassuna, em julho.

Ventura recebeu 35 dos votos e foi eleito em primeiro escrutínio. Seus concorrentes eram Thiago de Mello e Olga Savary, que receberam um voto cada. 

O jornalista e escritor Zuenir Ventura. Foto: Divulgação"Fiz um livro com as minhas memórias, as dos outros e as memórias inventadas". Foto: Divulgação"Hoje as pessoas dizem como trepam, como gozam, é tudo bem despudorado, escancarado". Foto: DivulgaçãoZuenir Ventura na FlipZona 2012. Foto: DivulgaçãoZuenir Ventura palestra na Flip 2012. Foto: Divulgação/Walter Craveiro

Dezoito acadêmicos estavam presentes à votação, enquanto 19 enviaram o voto por carta. Antes de Suassuna, também ocuparam a Cadeira 32 Carlos de Laet (que escolheu o patrono Araújo Porto-Alegre), Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo e Genolino Amado.

Trajetória

Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, Zuenir Carlos Ventura é bacharel e licenciado em Letras Neolatinas. Ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956, e nos anos 1960 exerceu cargos em veículos como "Correio da Manhã", "Fatos & Fotos", "O Cruzeiro" e "Visão". Nas décadas seguintes, passaria por "Veja", "IstoÉ" e "Jornal do Brasil", entre outros. Atualmente, é colunista do jornal "O Globo".

Em 1969, produziu uma série de reportagens para a Editora Abril que depois virou livro: “Os anos 60 – a década que mudou tudo”. No fim da década de 1980, publicou "1968 - O Ano que Não Terminou", que vendeu mais de 400 mil exemplares.

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Outros de seus trabalhos incluem "Cidade Partida", "O Rio de J. Carlos", "Inveja - Mal Secreto", "Chico Mendes – Crime e Castigo", entre outros. O mais recente é "Sagrada Família", de 2012.

Em 2008, foi considerado pela ONU uum dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

É casado há 51 anos com Mary Ventura, e pai de Elisa e Mauro.

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