Artistas mostram seu talento nas ruas de Paraty durante a Flip

Por Maria Carolina Gonçalves , enviada especial a Paraty |

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Nem só de escritores é feita a Festa; artistas vão à rua mostrar o que sabem fazer

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) é um momento de descoberta de novos escritores e de consagração de outros, já conhecidos. Além dos artistas da palavra, Paraty tem espaço para todos os tipos de arte.

Confira alguns artistas nas ruas:

Fábio Marqui tem ateliê próprio, mas vira artista de rua durante a Flip. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iGA argentina Laura Lattanzi faz desenhos desde que chegou ao Brasil, há três anos. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iGColetivo de poetas ambulantes está pela segunda vez na Flip. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iGO 'Homem-borboleta' já viajou pelo Brasil e chegou a Paraty em 2002. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iGMarinalva Bezerra e Fernando Rocha trabalham há 12 anos com literatura de cordel. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iGRoger Nardotto mora em Paraty desde 2005 e trabalha como estátua viva. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iG'Arlequim', que veio se juntar à estátua viva, declara poemas em diversas cidades brasileiras. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iGPaulo Cavalcante está há 10 anos apresentando seu trabalho na Flip. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iG'Charles Chaplin' está há mais de oito anos fazendo arte na rua. Foto: Maria Carolina Gonçalves/iG


“Eu vivo de estátua viva”, conta Roger Nardotto, 35, que veio de São Paulo para Paraty em 2005. Laura Lattanzi, 32, veio de mais longe que Nardotto, de Buenos Aires. A argentina está há três anos no Brasil e há seis meses em Paraty. Desde que chegou ao Brasil, sustenta-se com seus desenhos.

Personagens conhecidos pelo público desfilam pelas ruas de pedra de Paraty. Walter Gomes da Silva Jr., 34, faz arte desde os 16 anos. Na Flip, ele é Charlie Chaplin. O “Arlequim” declama poemas em Paraty e outras cidades, como São Paulo e Embu das Artes.

Marinalva Bezerra, 46, e Fernando Rocha, 52, trabalham há 12 anos com a literatura de cordel e trazem um pouco do nordeste para Paraty. Eles são da Paraíba e participam da Flip pela sexta vez. “Não fazemos por 'precisão', fazemos por necessidade de divulgar o cordel”, conta Fernando.

Sempre atualizados, fazem cordéis de acordo com acontecimentos do momento e com o que a inspiração trouxer. Nesta edição da Flip, eles criaram um cordel especial em homenagem a Millôr Fernandes e outro aos escritores Ariano Suassuna e João Ubaldo Ribeiro, que morreram recentemente.

Paulo Cavalcante, 54, é mais um representante da Paraíba e está em sua décima Flip. Publicou dois livros pela Universidade Federal da Paraíba: “O Martírio dos viventes”, que está em sua sexta edição, e “Como se fosse um Paraíso”, lançado em 2013.

Saiba mais sobre o trabalho de Paulo Cavalcante

Tiago Corrêa, 70, ou “Homem-borboleta”, viajou pelo Brasil e veio parar em Paraty em 2002. “Nem sabia da Flip. Vim tocado pelos fiscais em Aparecida do Norte, que apreenderam minha mercadoria”, conta. Ele escreveu uma pequena brochura, “Crônicas de um viajante”, sobre suas viagens.

Fábio Augusto Marqui, 27, é de Itu. Veio para Paraty há três anos, onde montou seu ateliê. Durante a Flip, coloca seus materiais de pintura para fora e leva sua arte para a rua. “Acho incrível a visibilidade da Flip”, afirma.

Jefferson Santana e Mel Duarte leem poesias de seus livros “Pétalas e Pedradas” e “Fragmentos Dispersos”. Eles fazem parte de um coletivo de poetas ambulantes vindo de São Paulo, onde declamam no transporte público. Com material feito por conta própria, estão pela segunda vez na Festa para mostrar seus trabalhos.

“A Flip reúne gente de todo o Brasil num lugar só”, comemora Jefferson. No entanto, ele acha que o evento precisa abrir mais espaço para os artistas de rua. “O artista de rua acaba sendo oprimido”, diz. Segundo o grupo, eles foram impedidos de vender seus livros, ironicamente, na Rua do Comércio.

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