Convidada participa de debate nesta sexta ao lado do primeiro representante da tribo indígena convidado para o evento

Em 1970, a fotógrafa Claudia Andujar conheceu um grupo de índios Yanomami na Amazônia. Intrigada com o modo de vida da tribo, largou tudo para dedicar-se a um estudo aprofundado. Uma parte do resultado desse trabalho será apresentada nesta sexta-feira (1) na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Um dos aspectos da vida indígena estudados por Andujar foram os rituais de xamânicos. Ela registrou em fotografias sua interpretação do xamanismo.

Veja imagens desse trabalho:

Nascida na Suíça, Claudia Andujar viveu sua infância na Romênia, então Transilvânia. Depois da Segunda Guerra Mundial, passou sete anos nos Estados Unidos, onde começou a pintar. Veio para o Brasil em 1955 para um projeto fotográfico sobre os índios Carajá. Somente 15 anos depois, com sua carreira de fotógrafa já consolidada, ela começaria seu trabalho com os índios Yanomami.

A partir de então, o envolvimento com os Yanomami estreitou-se e Andujar participou de diversos projetos, não só de fotografia, mas também na área de saúde pública, como fornecimento de vacinação para as tribos.

Em 1978, tornou-se uma das fundadoras da Comissão para a Criação do Parque dos Yanomamis, participando das discussões sobre a demarcação do território indígena. Seu trabalho de fotos foi divulgado no Brasil e em diversos países pelo mundo.

Na tarde desta sexta-feira, Andujar participa de debate com Davi Kopenawa, líder Yanomami e xamã. É a primeira vez que um líder de tribo indígena consta dos convidados da programação principal da Flip. A mesa será às 15h, na tenda dos autores, com transmissão gratuita no telão da praça, no Centro Histórico. Será exibido o filme “O desabamento do céu”, baseado na mitologia yanomami.

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