Artista plástico faz homenagem a Millôr Fernandes na Flip

Por Maria Carolina Gonçalves , enviada especial a Paraty |

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Fabio Pace, de 70 anos, conheceu o cartunista e escritor no Rio: "Ele brigava para que minha geração não fosse alienada"

Maria Carolina Gonçalves/iG
O artista Fabio Pace

Paraty está em clima de festa. Entre tantas homenagens ao escritor Millôr Fernandes, Fabio Pace, 70, resolveu fazer a sua. Pintor e gravador, ele morou em Paraty na década de 1960 e conheceu Millôr no Rio de Janeiro.

Quando a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou o homenageado de 2014, ele não pensou duas vezes e preparou um trabalho especial.

Mais: Millôr Fernandes "era perigoso desde antes de 1964"

O artista conta que Millôr já era um ídolo para ele quando, de passagem pelo Méier, conheceu o autor. “Era um sujeito que brigava para que a minha geração não fosse alienada”, afirma.

Pace começou com o teatro, tendo escrito a peça “O Quadro Negro”, em 1963, encenada no Teatro de Arena, com Chico Buarque e Taiguara. “Meu sonho era ser dramaturgo”, diz. A peça não teria vida longa, sendo censurada pela ditadura militar.

“Aquilo me deu muito desgosto”, lembra. “Eu já brincava com pincéis e resolvi largar o teatro”, conta. A partir de então, migrou definitivamente para as artes plásticas, dedicando-se aos seus trabalhos.

Com 50 anos de carreira nas artes plásticas e hoje morando em São Paulo, Pace pegou seus pincéis e telas e veio para Paraty, somente para prestigiar a Flip e fazer sua homenagem a Millôr.

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