Corpo de Ariano Suassuna é velado no Recife

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Enterro está marcado para às 16h; escritor morreu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos

Agência Brasil

O corpo do escritor, poeta e dramaturgo Ariano Suassuna está sendo velado desde a noite de quarta-feira (23) no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco.

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O corpo será enterrado nesta quinta-feira (24) às 16h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, região metropolitana do Recife.

Silvio Carvalho/Futura Press
Velório do escritor Ariano Suassuna no Palácio do Campo das Princesas, no Recife (PE), nesta quinta-feira (24)

Suassuna morreu na quarta-feira (23), às 17h15, de parada cardíaca, provocada pela hipertensão intracraniana. Ele estava internado desde segunda-feira (21) no Real Hospital Português, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

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Suassuna tinha 87 anos e era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1994, ocupando a Cadeira 32. Ele foi autor de dezenas de peças de teatro e de livros, sendo "Auto da Compadecida" a de maior alcance popular.

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O escritor Ariano Suassuna. Foto: DivulgaçãoO escritor Ariano Suassuna (06/05/2012). Foto: Rosilda Cruz/ SecultBAO escritor Ariano Suassuna (06/06/2012). Foto: Lello Santana/ Flickr CommonsO escritor Ariano Suassuna em foto de julho de 2013. Foto: Agência BrasilO escritor Ariano Suassuna em foto de julho de 2013. Foto: Agência BrasilO escritor Ariano Suassuna em foto de julho de 2013. Foto: Agência BrasilO escritor Ariano Suassuna em foto de julho de 2013. Foto: Agência BrasilO escritor Ariano Suassuna em foto de 2007. Foto: Agência Brasil

Diversas autoridades lamentaram a morte do escritor. A presidente Dilma Rousseff destacou que a literatura brasileira perdeu uma grande referência cultural.

Em nota, a presidente disse que "Suassuna foi capaz de traduzir a alma, a tradição e as contradições nordestinas em livros como 'Auto da Compadecida' e 'Romance d'A Pedra do Reino e O Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.'"

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a morte do escritor é “uma perda irreparável para a cultura nacional”. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), lamentou a morte de Suassuna e ressaltou a genialidade da obra e a grande falta que o escritor fará à cultura nacional.

O presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, e o acadêmico Evanildo Bechara representarão a academia no funeral de Suassuna. A ABL determinou luto oficial de três dias.

Em nota, Cavalcanti lembrou o fato de que Suassuna é o “terceiro grande acadêmico” que a academia perde no espaço de um mês – ele se refere a Ivan Junqueira, morto no dia 3 de julho, e a João Ubaldo Ribeiro, no dia 18.

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