Escritor Julio Cortázar morreu vítima de Aids, afirma amiga a jornal

Por iG São Paulo |

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Segundo Cristina Peri, autor argentino teria ainda infectado a mulher, que morreu antes do que ele

Wikimedia Commons
O escritor argentino Julio Cortázar

O celebrado escritor argentino Julio Cortázar não morreu devido a uma leucemia, como se suspeita, mas em decorrência da Aids. A informação é da escritora e jornalista Cristina Peri Rossi, que era amiga do autor de "O Jogo da Amarelinha".

Em entrevista em jornal "Clarín", Rossi diz ainda que Cortázar acabou infectando a mulher, Carol Dunlop. "Ela morreu primeiro, embora fosse mais jovem, havia feito uma cirurgia para a retirada de um rim".

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Ainda de acordo com Rossi, o escritor contraiu Aids em uma transfusão de sangue devido a uma hemorragia estomacal, no sul da França, em 1981. "Depois soube-se, em meio a um escândalo, que o sangue estava contaminado."

Segundo Rossi, a doença que matou Cortázar não havia sido diagnosticada e "não tinha um nome específico, mas provocou perda de defesas imunológicas".

Filho de pais argentinos, Julio Cortázar nasceu em Bruxelas (Bélgica) em 26 de agosto de 1914. Mudou-se para a Argentina quando tinha quatro anos. Entre seus principais livros, estão "O Jogo da Amarelinha" e "Bestiário".

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