Em vídeo, Procure Saber muda o tom: "Nunca quisemos exercer qualquer censura"

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Grupo divulga mensagem com Roberto Carlos, Gilberto Gil e Erasmo Carlos sobre polêmica das biografias, no qual assumem já ter tido "posição mais radical"

O grupo Procure Saber, que é contra a publicação de biografias não autorizadas, mudou de tom em um vídeo divulgado em sua página no YouTube na noite de terça-feira (29).

Gilberto Gil, Roberto Carlos e Erasmo Carlos aparecem dizendo que continuam defendendo seu direito à intimidade, mas que "querem afastar toda e qualquer hipótese de censura prévia".

Veja o vídeo:

"Nunca quisemos exercer qualquer censura. Ao contrário, o exercício do direito à intimidade é um fortalecimento do direito coletivo. Só existiremos enquanto sociedade se existirmos enquanto pessoas", diz Gil.

Erasmo completa: "Se nos sentirmos ultrajados, temos o dever de buscar nossos direitos, sem censura prévia, sem necessidade de que se autorize por escrito quem quer falar de quem quer que seja."

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É Roberto quem começa a falar sobre a mudança de postura: "Não negamos que essa vontade de evitar a exposição da intimidade, da nossa dor ou da dor dos que nos são caros, em dado momento nos tenha levado a assumir posição mais radical."

Gil completa: "Mas a reflexão sobre os direitos coletivos e a necessidade de preservá-los,  nao só o direito à intimidade e à privacidade mas também o direito à informacao, nos leva a considerar que deve haver um ponto de equilíbro entre eles."

Após Erasmo dizer que o grupo quer e não abre mão do direito de privacidade e intimidade, Gil acrescenta que querem também "afastar toda e qualquer hipótese de censura prévia". "Queremos, sim, garantias contra os ataques, os excessos, os insultos de aproveitadores."

Os artistas afirmam que confiam na capacidade do Poder Judiciário de encontrar esse equilíbrio e dizem ter sido sua intenção criar um grande debate sobre o tema. "O debate nos faz bem, nos amadurece, nos faz mais humanos, mais humildes", diz Gil.

Roberto reforça que os artistas do grupo não são censores. "Estamos onde sempre estivemos, pregando a liberdade, o direito às ideias, o direito de sermos cidadãos que têm uma vida comum, que têm família, que sofrem e amam, às vezes a dois ou na solidão, sem compartilhar com todos momentos que são nossos."

E finaliza: "Não queremos calar ninguém, mas queremos que nos ouçam".

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