"Kick-Ass 2" aumenta violência e mantém qualidade do quadrinho original

Por Fernando Antonialli , do iG São Paulo |

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Publicação dá continuidade às aventuras dos heróis mascarados de Nova York; versão para o cinema tem estreia prevista para 18 de outubro

Quando foram apresentados ao público em 2008, os heróis da HQ “Kick-Ass” já se destacavam da maioria dos mascarados dos quadrinhos - do personagem-título, um adolescente que começa a combater o crime munido de bastões e uma conta no Twitter, à Hit-Girl, máquina de matar de apenas dez anos.

Violência e cultura pop, portanto, eram a fórmula do sucesso da publicação.

Imagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: DivulgaçãoImagens do miolo da HQ 'Kick-Ass 2'. Foto: Divulgação

Após a adaptação com igual sucesso para o cinema em 2010, a pressão do público por uma continuação não foi pequena. Tanto que, no mesmo ano, o roteirista Mark Millar e o ilustrador John Romita Jr., os mesmos do original, deram início a "Kick-Ass 2" que, com sete volumes, foi concluído em 2012.

Em volume único, "Kick-Ass 2" chega às lojas brasileiras pela Panini neste mês (que também terá a estreia do novo filme, marcada para dia 18). Mais violento do que o original e com personagens e história bem desenvolvidos, a nova HQ mantém o ritmo da série - deixando novamente o gostinho por mais uma continuação.

A história acompanha o desenrolar dos acontecimentos na cidade de Nova York depois que uma dupla de heróis mascarados - Kick-Ass e Hit-Girl - matou John Genovese, um dos mafiosos mais temidos da cidade. A febre é geral - de dois, o número de vigilantes espalhados pelas ruas cresce para as dezenas.

Porém, Mindy McCready (a versão a paisana de Hit-Girl) desiste da vida de heroína para proteger sua mãe, enquanto Dave Lizewski (mais conhecido como Kick-Ass) se une à liga de super-heróis 'Justiça Eterna'. O novo grupo executa as mais diversas tarefas, desde bater em bandidos a acompanhar garotas bêbadas de volta para casa.

Mas o tempo de calmaria logo acaba. Chris Genovese, filho do mafioso assassinado pelos mocinhos, assume a identidade do vilão Motherfucker, cuja maior arma é o grupo de capangas que contratou com o dinheiro do falecido pai. Munido das mais diversas armas e explosivos, o grupo deixa uma trilha de corpos até finalmente enfrentar os super-heróis.

Divulgação
Mindy McCready, mas conhecida pelo nome de Hit-Girl

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A mistura de humor com as cenas de extrema violência continua a funcionar na nova HQ. Se em um momento Kick-Ass está apanhando de Hit-Girl durante uma sessão de treinamento, no próximo ele já emenda: "Me sinto a Rihanna depois de uma noitinha a dois".

No entanto, a violência, que já era levada aos extremos na primeira publicação, chega a novos patamares em "Kick Ass 2". Estupros, tiroteios em que crianças são alvos e tortura funcionam bem no papel, mas levantam a dúvida sobre como foi feita a transição para o cinema.

Responsável por alguns dos momentos mais sangrentos da HQ, Hit-Girl é o personagem de maior destaque. Em meio a uma Nova York povoada por marmanjos fantasiados, é a garota às vésperas da puberdade que toma as decisões mais adultas, e luta pelo motivos mais nobres. 

Mesmo com o traço e aparência direcionados para um público mais jovem, "Kick-Ass 2" surpreende com a escolha dos temas. Da proibição dos vigilantes mascarados, que remete a "Watchmen", à destruição de Nova York, que vai agradar a qualquer leitor de "Clube da Luta", as mortes e sangue apenas fortalecem um bom roteiro.

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