Com traço brasileiro, HQ "Vampiro Americano" revela nova espécie sobrenatural

Por Fernando Antonialli , iG São Paulo |

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Desenhada pelo gaúcho Rafael Albuquerque, história em quadrinhos vencedora do Prêmio Eisner de 2011 conta a história do primeiro assassino imortal dos Estados Unidos

Importantes personagens do cinema e da literatura, os vampiros estão conquistando um novo meio: as histórias em quadrinhos. Entre as publicações sobre o tema, como a versão impressa de “Buffy – A Caça Vampiros” e “30 Dias de Noite”, “Vampiro Americano” está entre as mais bem-sucedidas.

A HQ, roteirizada Scott Snyder e com traço do brasileiro Rafael Albuquerque, levou o Prêmio Eisner (o Oscar dos quadrinhos) de melhor nova série em 2011. O segundo volume da obra ganha lançamento brasileiro durante a Bienal do Livro, que acontece no Rio de Janeiro até 8 de setembro.

Capa do segundo volume da edição brasileira de 'Vampiro Americano'. Foto: DivulgaçãoCapa do primeiro volume em português da HQ 'Vampiro Americano'. Foto: DivulgaçãoCapa da minissérie 'Seleção Natural', da saga 'Vampiro Americano'. Foto: DivulgaçãoCapa da minissérie 'O Senhor do Pesadelo', da saga 'Vampiro Americano'. Foto: Divulgação

O quadrinho, que começou a ser publicado em 2010, trabalha o conceito de evolução entre os vampiros, seres sobrenaturais que possuem as mais diferentes espécies e grupos. Skinner Sweet, um perfeito vilão de faroeste, acaba se tornando a primeira dessas criaturas a ser transformada nos Estados Unidos de 1880, gerando uma nova linhagem e colocando em movimento os mais diversos conflitos.

Apesar de parecidos, algumas características diferenciam Sweet de seus semelhantes europeus. O vampiro americano pode sobreviver quando em contato direto com a luz do sol e não é enfraquecido pela prata, como as outras espécies, mas pelo ouro.

Divulgação
Skinner Sweet, o primeiro vampiro americano

O primeiro arco da HQ, que tem a participação de Stephen King como roteirista, conta a história das transformações de Skinner Sweet e Pearl Jones – atriz dos anos 1920 e única vampira criada pelo personagem principal. As histórias seguintes seguem a dupla no decorrer dos anos, passando pela Segunda Guerra Mundial e pelos Estados Unidos dos anos 1950.

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“Vampiro Americano” ganhou destaque entre as recentes produções sobre as criaturas sobrenaturais ao retratá-las como assassinas violentas. Atualmente, os vampiros são vistos mais como bons amantes do que como seres maléficos, vide a série “True Blood” e os filmes e livros da saga “Crepúsculo”.

Nos Estados Unidos, “Vampiro Americano” já tem 34 volumes. No Brasil, o segundo volume da série será lançado pela Vertigo (da Panini Comics). A publicação, composta pelas edições originais de números 6 a 11, conta a história da estadia de Sweet na Las Vegas em 1936 e seu envolvimento com o chefe de polícia Cash McCogan.

A saga “Vampiro Americano” também conta com duas minisséries que já foram traduzidas para o português. “O Senhor do Pesadelo” e “Seleção Natural” (Vertigo) acompanham a caçadora de vampiros Felicia Book, que persegue Sweet durante, e depois, da Segunda Guerra Mundial.

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