Público da Flip faz filas em busca de ingressos para debates sobre protestos

Por iG São Paulo , especial por Aline Viana |

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Evento literário na cidade de Paraty teve início na noite de quarta e segue até domingo

A Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) 2013 já atrai boa quantidade de gente que se acomoda em longas filas para tentar ingressos para as mesas extras, que debaterão as recentes manifestações políticas que mobilizaram o Brasil.

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Aline Viana
Escritores Marinalva B. Menezes, a Querindina, e Antonio Fernando Rocha, o Macambira

A administradora e professora Mirella Conde chegou à cidade na madrugada de quarta-feira (dia 3). Estava na fila por quase uma hora quando conversou com a reportagem. Embora aborrecida com a demora, causada por falhas na conexão de internet da bilheteria, Mirella estava ansiosa: “Quero ver a mesa Zé Kleber (com Gilberto Gil e Marina de Mello e Souza) e sobre Graciliano Ramos na manhã de sexta. A Flip é sempre surpreendente”.

Mais: Com palestra sobre Graciliano Ramos, Milton Hatoum abre Flip

Já Marian Alvarenga, 18, estudante paratiense, estava “matando” aula também em busca de ingressos para a mesa Zé Kléber. Robnaldo Fidalgo Salgado, jornalista e professor universitário, estava na terceira tentativa de conseguir ingressos para as mesas extras.

"Fiquei muito feliz de ver que a Flip ofereceu um momento para a gente discutir as manifestações. Tudo começou com os jovens e agora os movimentos populares estão ressurgindo. Ontem, na Paulista, manifestações de médicos, surdos e dos sem-teto se encontraram e protestaram juntos. E isso tem a ver com Graciliano, que colocava o dedo na ferida dos problemas nacionais, embora, sem partidarismo", avalia Ronaldo.

Mais: Gilberto Gil anima o público durante show de abertura da Flip

Muitos artistas de rua como palhaços, poetas e estátuas vivas se espalham pelo entorno da festa. A maior roda de público se formou em torno do casal de escritores de cordel Marinalva B. Menezes, a Querindina, e Antonio Fernando Rocha, o Macambira. “Geralmente essa quantidade de gente só aparece de sexta para sábado, acho que o tempo bom ajudou bastante a atrair o povo", contou Marinalva enquanto vendia livretos e tirava fotos.

Em sua quinta participação na festa, os artistas, que são da Paraíba, criaram um libreto especial sobre Graciliano Ramos, além de obras inspiradas em questões atuais, como o bulling, e outras francamente humorísticas, como o relato de seu próprio casamento.

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