Escritor Lêdo Ivo morre aos 88 anos

Autor alagoano foi vítima de infarto durante viagem pela Espanha, onde será cremado

iG São Paulo | - Atualizada às

Divulgação
O escritor Lêdo Ivo

O escritor Alagoano Lêdo Ivo morreu aos 88 anos neste domingo (23), na cidade de Sevilha, na Espanha, vítima de um infarto durante o almoço. O jornalista recebeu atendimento médico, mas não resistiu até chegar ao hospital.

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De acordo com a assessoria da Academia Brasileira de Letras (ABL), o corpo do autor será cremado na Espanha e posteriormente suas cinzas serão trazidas ao Brasil, onde ficarão no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, ao lado de sua mulher, Maria Leda Sarmento de Medeiros Ivo, falecida em 2004.

A Presidente da ABL, Acadêmica Ana Maria Machado, determinou luto oficial por três dias e que a bandeira da ABL fosse hasteada a meio mastro. A escritora também convocou uma sessão acadêmica extraordinária para o dia 10 de janeiro.

Nascido em Maceió, no dia 18 de fevereiro de 1924, Lêdo Ivo formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1945 - mas nunca exerceu a advocacia. Durante o período de estudo, colaborou com publicações literárias e trabalhou na imprensa carioca como jornalista profissional.

Estreou na literatura em 1944 com o livro de poesias "As Imaginações". Por seu primeiro trabalho como romancista, "As Alianças", de 1947, recebeu o Prêmio de Romance da Fundação Graça Aranha.

Como tradutor, Lêdo Ivo foi responsável por adaptações das obras "A Abadia de Northanger", de Jane Austin, "Uma Temporada no Inferno", de Jean-Artur Rimbaud, e "O Adolescente", de Fiodor M. Dostoievski.

Entre seus principais trabalhos destacam-se "Ode e Elegia" (1945), "A Cidade e os Dias" (1957), "Ninho de Cobras" (1973), "O Canário Azul" (1990) e "Plenilúnio" (2004). Sua última publicação foi a antologia "O Vento do Mar", de 2010.

Quinto ocupante da cadeira nº 10 da Academia Brasileira de Letras, Lêdo Ivo também atuou como jornalista e tradutor. Em seu discurso de posse, de 7 de abril de 1987, o autor disse que a imagem que fazia do fundador da cadeira, o escritor Rui Barbosa, era a do exilado.

O escritor deixa os três filhos: Patrícia, Maria da Graça e Gonçalo.

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