Poeta Décio Pignatari morre aos 85 anos

Escritor estava internado em São Paulo e teve "insuficiencia respiratória e pneumonia aspirativa"; enterro ocorreu nesta segunda

iG São Paulo | - Atualizada às

Divulgação
O poeta e escritor Décio Pignatari

O poeta e escritor Décio Pignatari morreu neste domingo (dia 2) em São Paulo, aos 85 anos.

Ao iG , a assessora do Hospital Universitário da USP (onde Pignatari estava internado desde 30 de novembro), disse que o escritor teve "insuficiencia respiratória e pneumonia aspirativa" e que ele sofria de Alzheimer.

O autor foi enterrado no início da tarde desta segunda (dia 3), no cemitário do Morumbi, em São Paulo.

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Filho de imigrantes italianos, Décio Pignatari nasceu em Jundiaí (São Paulo) em 20 de agosto de 1927. Também tradutor e professor, ele foi um dos principais nomes a experimentar as possibilidades da linguagem na literatura brasileira.

Pelo Twitter, Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas (SP), afirmou: "Décio Pignatari foi um dos artistas mais revolucionários e um dos pensadores mais incisivos que o Brasil já teve".

Ao lado dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, Pignatari foi um dos principais expoentes do concretismo nos anos 1950. O movimento buscava criar uma nova linguagem a partir da forma.

Pignatari começou a publicar poemas em 1949, na Revista Brasileira de Poesia. O seu primeiro livro, também de poemas, "Carrossel", saiu em 1950.

Em 1952, Pignatari foi um dos criadores da revista "Noigandres", ao lado de Augusto e Haroldo de Campos. Nos anos 1970, ajudou a fundar a Associação Brasileira de Semiótica.

Entre suas principais obras, destacam-se "Teoria da Poesia Concreta" (1965), em que assina junto com os irmãos Campos, "Mallarmagem" (1971), e "Ezra Pound - Poesia" (1983), "Céu de Lona" (2004).

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