Morre a escritora chinesa Han Suyin, de "Suplício de Uma Saudade"

Famosa pelo livro adaptado para o cinema em 1955 e por uma série de ensaios políticos, autora tinha 95 anos e morava na Suíça

iG São Paulo com AFP |

Getty Images
A escritora chinesa Han Suyin em foto de arquivo, durante lançamento de livro em Paris, 1986

A escritora de origem chinesa Han Suyin, autora de romances e ensaios políticos e históricos, morreu aos 95 anos em Lausanne, na Suíça, onde morava, de acordo com a agência de notícias Nova China. Suyin ficou famosa pelo livro "Suplício de Uma Saudade", adaptado para o cinema, além de obras sobre Indira Gandhi, Mao Tsé-tung e Zhou Enlai, primeiro-ministro chinês.

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Nascida em 1917 no norte da China, filha de um engenheiro chinês e de uma intelectual belga, Elizabeth-Kuanghu Comber (seu nome no registro civil) recebeu educação europeia e só aprendeu o chinês após os 15 anos. Depois de estudar medicina em China, Bélgica e Inglaterra, se tornou pediatra e chefiou uma clínica em Cingapura.

Após o casamento com um diplomata chinês em Londres, que depois se tornaria general, Han Suyin abandonou a medicina e começou a escrever em chinês, inglês e francês. Ela se instalou, então, em Hong Kong e publicou seu primeiro romance, "Suplício de uma Saudade" ("A Many-Splendoured Thing"), que Henry King adaptou com sucesso para o cinema em 1955, com William Holden e Jennifer Jones nos papéis principais.

A principal obra da romancista é uma autobiografia em cinco volumes - "The Crippled Tree", "A Mortal Flower", "Birdless Summer", "My House Has Two Doors" e "Phoenix Harvest". Suyin também assinou as autobiografias de Mao e de seu premier, Zhou Enlai, além de um estudo sobre o Tibete.

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Favorável ao maoísmo, a autora nunca aderiu ao Partido Comunista e rompeu com o regime após a Revolução Cultural, que chegou a defender em um primeiro momento.

Muito apegada ao país de origem, foi uma das poucas cidadãs estrangeiras a poder viajar à China comunista durante os dois primeiros anos de regime maoísta.

A escritora voltou a ser casar duas vezes após a morte, em 1947, de seu primeiro marido: com um oficial inglês, em 1952, e com um coronel e engenheiro indiano, em 1960.

Suyin também viveu uma aventura amorosa com um correspondente de guerra baseado em Cingapura, morto em 1950 na Coreia. A história serviu de inspiração para o romance "Suplício de uma Saudade".

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