Escritor fará sete encontros dom leitores nos estandes de suas duas editoras

Agência Estado

Ziraldo na Bienal de 2010
AE
Ziraldo na Bienal de 2010

Nos mais de 30 anos em que frequenta a Bienal do Livro de São Paulo, o escritor Ziraldo já presenciou os mais diversos modismos editoriais: esoterismo, autoajuda, padres-escritores, romances históricos, séries de vampiros, anjos ou de crianças e adolescentes que têm de lidar com o fato de não serem nada populares na escola. Viu Paulo Coelho, Lair Ribeiro, Dan Brown, Stephanie Meyer e padre Marcelo Rossi chegarem ao topo das listas de mais vendidos, e, em alguns casos, sumirem. E não saiu de moda.

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Ziraldo, 8 milhões de livros vendidos em 32 anos, é o que o mercado editorial chama de autor long-seller. A concorrência, é certo, aumentou nesses anos todos, e se hoje ele não vende mais as quantidades que vendia no lançamento de "O Menino Maluquinho", em 1980, quando novas impressões da obra saíam direto da gráfica para a feira para darem conta da procura diária, suas sessões de autógrafos continuam sendo das mais concorridas da Bienal.

Em 2010, assinou 1820 livros comprados durante a feira no estande da Melhoramentos; isso, sem contar os volumes que as crianças levam de casa ou os quadrinhos da editora Globo, que não divulga números. Na edição que começa nesta quinta e segue até o dia 19, a tradição deverá ser mantida. Já estão programados sete encontros com o escritor no estande das suas duas editoras.

Ele lança "O Grande Livro das Tias", que reúne três obras já lançadas por ele sobre "o maior amigo do homem enquanto menino": "Tantas Tias", "Tia Nota Dez" e "Tia, Te Amo". Autografa também "Os Meninos de Marte", quinto volume da série "Os Meninos do Espaço", que Ziraldo criou para enganar a morte. Inventou de escrever 10 títulos para essa série e tem saído um por ano. "Já garanti mais cinco anos e até os 85 eu vou", brinca o escritor, que completa 80 anos em 14 de outubro.

Outros dois volumes dessa obra já estão na cabeça do escritor: do menino de Vênus e de Saturno. "Eu não sabia que Saturno era um planeta tão confuso e complicado, mas agora já entendi." Na Bienal, vai autografar ainda o aplicativo para iPad "As Grandes Histórias do Menino Maluquinho - Ele é o Cara", lançado pela Globo em 2012, mas nunca autografado em São Paulo.

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Ziraldo está trabalhando em outros tantos projetos. Quer montar uma exposição no Rio com desenhos que fez de "mulheres bonitas" e não para de escrever e ilustrar. Para o aniversário, em outubro, a Globo, que concentra os títulos dele em HQ, lança "Os Zeróis", com desenhos dele inspirados em comics americanos, em fotografias famosas e em quadros de pintores como Picasso e Dalí. Estão previstos, ainda, novos álbuns para os personagens Julieta e Menino Maluquinho.

E ele está empenhado em terminar de ilustrar "O Reizinho do Castelo Perdido", que faz parte do projeto que já lançou um livro, "O Maior Anão do Mundo", escrito por Ziraldo e ilustrado por Mauricio de Sousa, e que prevê a inversão dos papéis agora. "O Mauricio demorou a me mandar a história dele e ela tem muito súdito, muito castelo e eu tenho muita preguiça de desenhar castelo, mas está ficando bonitinho. É uma mão de obra danada", confessa. Ele conta que o colega pregou uma peça nele ao escrever um enredo tão rico, mas garantiu que termina para o Natal, ou para a Bienal do Rio, em 2013.

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