"Fifty Shades of Grey" transforma literatura erótica em best-seller nos EUA

Trilogia da britânica E.L. James está entre os campeões de venda do The New York Times, mesmo com censura em vários estados

EFE |

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Capa americana de "Cinquenta Tons de Cinza"
O romance erótico "Cinquenta Tons de Cinza" ("Fifty Shades of Grey", previsto para agosto no Brasil através da editora Intrínseca), que explora a tortuosa relação entre um milionário e uma estudante universitária, encontrou um lugar em milhões de quartos e inspirou os sex shops dos Estados Unidos, mas também suscitou a censura em vários estados do país.

O livro, parte de uma trilogia da autora britânica E.L. James, vendeu mais de três milhões de exemplares desde sua publicação, em abril, e se transformou, inesperadamente, em um grande sucesso. Sua autora é uma executiva e mãe de dois adolescentes que nunca antes havia escrito um livro.

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No site oficial do romance, os leitores debatem acaloradamente e se dizem os atores apropriados para materializar em carne e osso a história em um filme, cuja filmagem já é planejada pelo Universal Studios.

O livro explora a complicada história de amor entre Christian Grey, um arrojado empresário milionário que carrega uma pesada bagagem de abuso e abandono emocional em sua infância, e Anastasia Steele, uma tímida jovem universitária que se entrega, com uma mistura de medo e curiosidade, a seus prazeres mais obscuros.

Com um impressionante uso de linguagem sensual e simples, o romance inspirou oficinas para casais que buscam ampliar seu repertório e reavivar suas relações.

A loja Babeland, em Manhattan (Nova York), organizou na semana passada uma oficina na qual ofereceu conselhos para pôr em prática as cenas mais eróticas do romance, e os primeiros 25 que chegaram ao local receberam objetos como os que Christian usa para seduzir a modesta senhorita Steele.

A história também tem seguidores no Facebook e uma longa lista de espera nas bibliotecas em que ainda não foi vetada. Até o popular programa de comédia "Saturday Night Live" dedicou um espaço ao livro recentemente.

Getty Images
A escritora britânica E.L. James autografa exemplar de "Fifty Shades of Gray" na Flórida, EUA
"O livro não apresenta nenhum elemento diferente neste gênero, mas foi escrito por uma mulher comum, que permite a outras se movimentarem dentro da fantasia para explorar sua sexualidade. Tudo começa no cérebro, e este romance permite as mulheres fantasiarem e alimentarem sua libido", declarou à Agência Efe a psicóloga Claudia Campos.

"Os homens pensam no sexo durante o dia, e as mulheres não costumam se permitir a fazer o mesmo. Uma fantasia de muitas mulheres é o sexo selvagem, e nesse ponto este romance toca na ferida", acrescentou.

Mas as frequentes e detalhadas cenas sexuais do casal – a qualquer hora e em qualquer lugar –, incluindo atos de sadismo e masoquismo, foram alvo de censura em dezenas de bibliotecas públicas na Flórida, Geórgia e Wisconsin, por considerá-lo "pornografia".

"Cinquenta Tons de Cinza" ocupa o primeiro lugar na lista de livros do jornal The New York Times, seguido pelos outros dois livros que completam a série, "Fifty Shades Darker" e "Fifty Shades Freed".

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