Leilões da primavera em Nova York vendem R$ 273 milhões

Valor foi arrecadado por obras de arte arrematadas em casas como a Sotheby's

Reuters |

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"Femmes Lisant", quadro de 1934 de Picasso
Os leilões da primavera norte-americana começaram com a venda de US$ 170 milhões (R$ 273 milhões) em obras de arte impressionistas e modernas pela Sotheby's, mas a atração principal, um Picasso de 1934, ficou bem abaixo da estimativa mais baixa de valor.

"Mulheres lendo (duas personagens)" foi arrematado por US$ 21,36 milhões (R$ 34 mi), incluindo comissão, na terça-feira, sendo que a expectativa era que alcançasse até US$ 35 milhões (R$ 56 mi). As estimativas não incluem a comissão, que representa mais de 12% do valor total.

Vários outros trabalhos - incluindo "Les Cariatides", de Paul Delvaux, arrematado por US$ 9 milhões (R$ 14,4 mi), quase o dobro da estimativa mais alta e um recorde para o artista - atraíram preços fortes.

O leilão arrecadou ao todo US$ 170,5 milhões. A estimativa prévia tinha sido de entre US$ 159 (R$ 255 mi) e US$ 230 milhões (R$ 369 mi). Das 59 obras oferecidas, 15 (ou 25%) não foram compradas.

A Sotheby's se disse satisfeita com o resultado, especialmente em vista da dificuldade de montar o leilão, na medida em que muitos colecionadores estão optando por ficar com suas obras mais importantes, já que os preços estão em alta.

Mas ela indicou que algo poderia ter sido melhor. O ano passado foi um dos melhores para a Sotheby's e a casa rival Christie's, depois de um 2009 fraco em meio à crise financeira global.

Várias obras, especialmente esculturas, tiveram bom desempenho. "Mulher em pé", de Giacometti, foi vendida por US$ 7,36 milhões (R$ 11,8 mi), e "O Pensador", de Rodin, por US$ 4 milhões (R$ 6,42 mi), ambos os preços representando mais do dobro da estimativa mais alta.

"Jovem taitiana", de Gauguin - o único busto plenamente trabalhado do artista do qual se tem conhecimento - foi arrematada por US$ 11,28 milhões (R$ 18,10 mi). Como a maioria das obras mais caras, o valor foi próximo da estimativa mais baixa.

O leilão foi marcado por lances fortes da Rússia e dos EUA, apesar da fraqueza do dólar no mercado internacional. Os leilões continuam na quarta-feira com o leilão de arte impressionista e moderna da Christie's.

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