O ministro da Cultura disse que a perda é recebida por tristeza por sua importância cultural em tantos continentes

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, lamentou hoje a morte do escritor português José Saramago, quem disse que o escritor tinha "relações privilegiadas com o Brasil". "Sua perda é recebida com muita tristeza, particularmente por quem têm apreço pela língua portuguesa e por sua importância cultural em tantos continentes", assinalou Ferreira em comunicado divulgado pelo Ministério da Cultura.

Após lembrar que Saramago "tornou-se muito popular" no Brasil, antes mesmo de conquistar o Prêmio Nobel em 1998, Ferreira destacou que o Ministério da Cultura "se soma aos que lamentam e manifestam a dor pela perda deste grande escritor".

Ferreira está hoje em Lisboa, onde participa de uma reunião de ministros dos países de idioma português. Sobre as relações de Saramago com o Brasil, o ministro lembrou que o país faz parte das reflexões do escritor em romances como O ano da Morte de Ricardo Reis , na qual o protagonista vive 16 anos exilado no país sul-americano.

A Ordem de Advogados do Brasil (OAB) também divulgou uma nota lamentando a morte do escritor, ao qual inclui no grupo dos grandes autores da língua portuguesa. "Ao lado de Fernando Pessoa, Eça de Queiroz e Machado de Assis, José Saramago elevou a língua portuguesa ao merecido lugar entre as grandes manifestações culturais da Humanidade ao receber, com grande mérito, o Nobel de Literatura de 1998", assinala a nota da Ordem dos Advogados do Brasil.

Saramago, de 87 anos, morreu hoje em sua casa de Lanzarote (Ilhas Canárias, Espanha) por causa de uma leucemia crônica, segundo fontes familiares. "Com sua erudição, simpatia e surpreendente prosa, Saramago cativou admiradores no mundo todo, e no Brasil em particular", acrescenta o comunicado da OAB.

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