Artista exibe instalação em Nova York baseada em mídia interativa que permite ao internauta comandar bateria de escola de samba

Lucas Werthein pretende levar a instalação para outros países
Dilvulgação
Lucas Werthein pretende levar a instalação para outros países
Após três semanas compondo, sincronizando sons e montando uma estrutura que conta com nove caixas de som, Lucas Werthein, de 26 anos, está pronto para levar samba e interatividade para o público nova-iorquino. O carioca, que vive em Nova York há dois anos e meio, inaugura nesta quinta-feira (19) a instalação Samba Surdo, na Astor Row Gallery, no Brooklyn. A inspiração para o projeto, entretanto, veio do Brasil.

“Um amigo me mandou o link do infográfico tão bem elaborado pelo iG . Tinha milhares de recomendações no Facebook”, diz Lucas, se referindo ao dispositivo publicado em fevereiro e que permite experimentar como comandar uma bateria de escola de samba . O sucesso foi tanto que a ferramenta que transforma o usuário em um "mestre de bateria" ganhou até uma versão em inglês . Empolgado, o artista eletrônico decidiu ampliar a experiência propondo um novo formato.

“Quis levar um pouco adiante a proposta e fazer isso nos Estados Unidos de uma maneira física. Dar às pessoas que não são tão familiarizadas com o samba a oportunidade de entrar num espaço e conseguir alterar o som, decidir e entender. Ter um pouco mais de conhecimento de como o samba é produzido através dos movimentos do corpo. É assim que a instalação funciona”, afirma Lucas.

Os visitantes podem interagir com a obra conforme se aproximam das caixas de som
Divulgação
Os visitantes podem interagir com a obra conforme se aproximam das caixas de som

Ao se aproximar das caixas de som, o usuário pode decidir qual instrumento quer ouvir. Se estiver em grupo, a experiência pode ser diferente. “Dá para fazer uma brincadeira de colaboração se tiver mais pessoas no círculo”, diz o artista, que acredita ser possível transmitir um pouco da energia e emoção que existe no carnaval, especialmente na Avenida.

Agora, Lucas aguarda a repercussão do novo projeto para poder levar a instalação para outros países, inclusive o Brasil.

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