iG Recomenda - Fran Healy, "Elite da Tropa 2" e Rodolfo Walsh

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Capa do álbum "Wreckorder", de Fran Healy
Fran Healy - "Wreckorder"

Na estreia solo, Fran Healy mostra que seu talento para melodias gélidas, melancólicas e mesmo assim adoráveis continua intacto. O vocalista e compositor do grupo escocês Travis, estrela do britpop no final da década de 1990, faz em boa parte de "Wreckorder" o que sua banda não conseguiu em uma década inteira. "Anything", "Fly In the Ointment" e "Rocking Chair" poderiam facilmente entrar em um disco do quarteto. "In the Morning", a bem-humorada "Robot" e "Moonshine", com direito a falsete, mostram um pouco mais de personalidade. Os destaques são "As It Comes", com baixo de Paul McCartney – não tão destacado como se imaginaria – e "Sing Me to Sleep", a mais pop do álbum, cantada ao lado de Neko Case. (Marco Tomazzoni)

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Capa do livro policial "Elite da Tropa 2"
"Elite da Tropa 2" - Luiz Eduardo Soares, Cláudio Ferraz, André Batista e Rodrigo Pimentel

Escrito a oito mãos, "Elite da Tropa 2" só compartilha com o filme "Tropa de Elite 2" a temática, que envolve a dificuldade que passam os policiais diante da corrupção dentro da corporação, que no Rio de Janeiro resultou - entre outras coisas - nas milícias.

Mas não espere que a obra escrita por Luiz Eduardo Soares, Cláudio Ferraz, André Batista e Rodrigo Pimentel mostre outro capítulo da vida do capitão Roberto Nascimento. Tanto o personagem, interpretado por Wagner Moura no filme de José Padilha, quanto o BOPE, não estão na trama de "Elite da Tropa 2".

O livro traz uma coletânea de histórias narradas por um ex-policial civil da DRACO, a Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado, que após um derrame ficou preso a uma cadeira de rodas e resolveu escrever histórias no Twitter.

Baseada em histórias reais extraídas do cotidiano de seus autores, a obra amplia a dimensão de acontecimentos e personagens apresentada pelo longa-metragem "Tropa de Elite 2" - e mostra que a realidade é muitas vezes mais cruel que a ficção: "Para os cariocas que conhecem a realidade da Zona Oeste, Tarantino é Walt Disney", escreve o ex-investigador em seu Twitter. (Guss de Lucca)

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Capa do livro "Essa Mulher e Outros Contos"
"Essa Mulher e Outros Contos" - Rodolfo Walsh

A Argentina foi celeiro de alguns dos maiores escritores do século 20 - basta lembrar de nomes como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Ernesto Sábato e Adolfo Bioy Casares, para citar alguns. Com uma companhia dessas, é até compreensível que outros grandes autores tenham ficado à sombra. É o caso de Rodolfo Walsh. Famoso na Argentina por seus livros-reportagem e pelo teor político de sua obra (teor esse que o levou a ser assassinado pela ditadura em 1977), Walsh escreveu alguns poucos "contos literários" (a definição é dele mesmo) na segunda metade dos anos 1960. A maioria deles está reunida neste "Essa Mulher e Outros Contos", primeira obra do autor traduzida para o português. O conto que dá título ao volume é uma obra-prima que trata de um dos momentos mais importantes da história argentina de maneira inesperada. Revelar mais é estragar a surpresa. (Augusto Gomes)

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