iG Recomenda: Coleman, "Nowhere Boy", Ródtchenko e "Rede Social"

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O saxofonista Ornette Coleman
Ornette Coleman em São Paulo

Os brasileiros terão, neste final de semana, uma rara oportunidade de ver uma lenda viva do jazz em ação. No sábado e no domingo, o saxofonista Ornette Coleman se apresenta em São Paulo, dentro da Mostra Sesc de Artes. Aos 80 anos, o músico é um dos pais do free jazz, movimento que virou a gênero de pernas para o ar no final dos anos 1950, ao deixar de lado harmonia e melodia e privilegiar atonalidade e improvisações livres - um dos álbuns que Coleman lançou em 1959 chamava-se, apropriadamente, "The Shape of Jazz to Come" (em tradução livre, "A Forma do Jazz que Está por Vir"). Uma música que era radical há meio século e continua sendo radical atualmente. Serão duas apresentações no Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros), em São Paulo, no sábado (21h30) e no domingo (18h30), ambas com ingressos esgotados. No palco, ele estará acompanhado de Denardo Coleman (bateria), Tony Falanga (contrabaixo acústico) e Albert Mac Dowell (contrabaixo elétrico). (Augusto Gomes)

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Trilha sonora do filme "Nowhere Boy"
Trilha Sonora de "Nowhere Boy"

As músicas de "O Garoto de Liverpool", cinebiografia da adolescência de John Lennon, documentam o espírito de descoberta do rock 'n' roll na Inglaterra da década de 1950 e as primeiras gravações dos Quarrymen, a versão inicial dos Beatles. É uma bela amostra dos primórdios do gênero, com Jerry Lee Lewis, Wanda Jackson e Eddie Cochran. Escutando, é interessante lembrar a admiração de Lennon por Elvis ("Shake, Rattle & Roll") e o susto que é ouvir pela primeira vez "I Put a Spell on You", de Screamin' Jay Hawkins. As canções dos Quarrymen comparecem reinterpretadas pelos The Nowhere Boys, encabeçados pelos atores Aaron Johnson (Lennon) e Thomas Sangster (McCartney). Serve apenas como curiosidade escutar as versões deles para "Hello Little Girl", primeira canção escrita por John, e "In Spite of All the Danger" e "That'll Be the Day", o compacto de estreia do grupo. A versão original da trilha sonora vinha em disco duplo, enquanto a brasileira contém apenas o disco 1 mais "Mother", de Lennon, que encerra o longa-metragem. (Marco Tomazzoni)

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Foto do russo Alexandr Ródtchenko
Alexandr Ródtchenko em livro e exposição

"Aleksandr Ródtchenko: Revolução na Fotografia" é o nome tanto de uma exposição em cartaz no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro quanto de um livro lançado pela editora do IMS. Ambos fazem uma retrospectiva do fotógrafo e artista plástico russo (1891-1956), um dos grandes nomes da vanguarda da primeira metade do século 20. Pintor respeitado, designer gráfico influente e fotógrafo revolucionário, Ródtchenko foi um dos mais versáteis artistas da história. Além disso, documentou de perto os primeiros anos da Revolução Russa - suas fotos e cartazes estão entre as imagens símbolo do regime comunista na década de 1920. Tudo isso está presente na exposição no Moreira Salles, que fica em cartaz até 06 de fevereiro de 2011. Depois, a mostra segue para São Paulo, na Pinacoteca. O livro, um belo volume de 224 página, traz reproduções das mesmas obras que estão na exposição e tem preço sugerido de R$ 80. (Augusto Gomes)

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Cena do filme "A Rede Social"
Pré-estreia de "A Rede Social"

Um filme sobre a criação de um site tem tudo para ser uma chatice, certo? Bem, o diretor David Fincher ("O Clube da Luta", "Zodíaco") transforma a trajetória do Facebook em uma trama recheada de tensão, personagens vaidosos e ironias. Um dos méritos do longa: não toma partido e não faz juízo de valor em nenhum momento. É um filme sobre hoje para ser visto hoje. “A Rede Social” tem pré-estreia nesta sexta e sábado, em São Paulo e no Rio de Janeiro. (Thiago Ney)

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