"House" retorna apaixonado e apaixonante

Despedidas, recomeços e nova fórmula marcam a volta de "House", agora em versão humanizada

Pedro Beck, especial para o iG Cultura |

Divulgação
Hugh Laurie, astro da série "House"
Ao fim da sexta temporada de "House", diversos ganchos são usados como "saideira" pela série: House está prestes a retornar seu vício em vicodin, Thirteen pede afastamento da equipe por tempo indeterminado (o real motivo é que Olivia Wilde vai filmar “Cowboys & Aliens”) e Cuddy aparece no apartamento de House dizendo que largou Lucas.

Entre uma temporada e outra, a passagem de tempo é algo muito utilizado por roteiristas. É a solução mais prática - e preguiçosa - para dar uma sacudida que todo início de temporada pede em busca de novas dinâmicas para os personagens.

Não é o caso aqui. A sétima temporada do show, que estreou essa semana nos Estados Unidos, começa exatamente onde termina a sexta: com Cuddy e House de mãos dadas no banheiro de House. "So, What now?" (Então, e agora?), nome do episódio, é a pergunta que House faz a Cuddy depois de uma noite de muito sexo - algo que os fãs do casal tanto pediam aos produtores.

Essa pergunta, na verdade, não é para Cuddy, mas para os roteiristas, para as pessoas que assistem ao programa. A season premiere foge totalmente da fórmula que consagrou o hit da Fox nos últimos sete anos. Aqui, House não está brigando com Cuddy, mas dizendo que a ama, House não está no hospital, mas em casa transando com sua chefe. A volta de "House" decide deixar de lado todos os elementos consagrados e abundantemente explorados, para mostrar como seria o show, se os roteiristas, por exemplo, fossem trocados pela equipe de escritores de "Grey's Anatomy": sai a medicina, entra a vida pessoal.

A série se dá ao luxo de se reinventar - mesmo que por apenas alguns episódios -, pois Hugh Laurie, Robert Sean Leonard e Lisa Edelstein são hits em si. O trabalho de Edelstein e Laurie na premiere é algo que esperamos por seis temporadas, e que agora nos faz perguntar: e agora? Será que queremos uma mudança na estrutura da série ou será que só sentíamos falta de um pouco de humanização do personagem principal? - entregue aqui em doses cavalares.

Já o afastamento de Olivia Wilde, justamente quando seu nome foi finalmente incluído na abertura da série, não deve ser tão sentido assim, já que Amber Tablyn, eterna promessa, está escalada para uma participação de alguns episódios no drama.

Em suma, "So, now what?" e o que promete vir ao longo da temporada, é uma espécie de mensagem não só aos fãs, mas aos críticos. Aos fãs, algo como "Divirtam-se, o cara é humano e está descobrindo isso". Aos críticos: "Viram essa premiere? Esperem mais um ano e já guardem um Emmy para Laurie".

A sétima temporada de “House” estreia no Brasil no dia 28 de outubro. A série será exibida pelo canal por assinatura Universal Channel.

    Leia tudo sobre: House

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG