Grã-Bretanha pede que China liberte artista detido

Ai Weiwei está desaparecido desde domingo, quando foi abordado pela polícia ao embarcar em um avião para Hong Kong

Reuters |

AP
Ai Weiwei, em foto de 2010
A Grã-Bretanha pediu nesta segunda-feira, 04, a libertação do artista chinês Ai Weiwei, crítico destacado do Partido Comunista chinês que foi detido pela polícia quando estava prestes a embarcar em um avião para Hong Kong.

"Estou muito preocupado com a notícia de que Ai Weiwei foi detido pelas autoridades chinesas", disse o secretário do Exterior britânico, William Hague, em comunicado. "Peço ao governo chinês que esclareça com urgência qual é a situação de Ai e garanta seu bem-estar. Espero que ele seja libertado imediatamente." Hague acrescentou que os direitos humanos implementados sob o Estado de direito constituem "pré-requisitos essenciais" para a prosperidade e estabilidade de longo prazo da China.

A galeria Tate Modern, em Londres, onde a enorme instalação "Sementes de Girassol", de Ai, composta de 100 milhões de réplicas de sementes feitas de porcelana , está em exibição no enorme salão Turbine, também declarou estar preocupada com o desaparecimento do artista. "Estamos consternados pelos fatos que mais uma vez ameaçam o direito de Weiwei de expressar-se livremente como artista e esperamos que ele seja libertado imediatamente", disse um porta-voz da galeria.

A detenção do artista plástico de 53 anos se soma a uma lista crescente de dissidentes detidos por um governo determinado a sufocar qualquer indício de contestação de seu poder no momento em que se aproxima de uma transição em sua liderança, no final de 2012.

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