Governo grego estuda medidas diante do castigo dos mercados

Atenas, 28 abr (EFE).- O Governo grego estuda hoje novas medidas para reduzir o enorme déficit do país enquanto o custo da dívida continua aumentando nos mercados internacionais.

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Atenas, 28 abr (EFE).- O Governo grego estuda hoje novas medidas para reduzir o enorme déficit do país enquanto o custo da dívida continua aumentando nos mercados internacionais. A Bolsa de Atenas abriu com perdas e nas primeiras operações caía 0,63%, que coincide com um novo recorde do diferencial do bônus grego para dez anos com relação ao alemão, que atingiu um pico de mais de 1 mil pontos, segundo informou a televisão pública grega. Hoje, a comissão nacional do mercado de valores anunciou que, até 28 de junho, estão proibidas as operações de "venda ao descoberto", como uma estratégia para evitar manobras especulativas. Por sua vez, o Governo grego deve continuar ampliando hoje sua estratégia de poupança e redução do déficit, uma condição colocada pela Alemanha para ativar o pacote de resgate financeiro desenhado pela zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O conselho de ministros tratará hoje sobre o enxugamento da Administração local e a eliminação de dois terços das Prefeituras. O conhecido Plano Kallikratis unificará municípios em entidades maiores e cortará até 30% dos funcionários da Administração local. Enquanto no exterior as medidas são comemoradas e mais são esforços são pedidos, dentro a população segue mantém protestos contra os cortes salariais, o congelamento das pensões e o atraso na aposentadoria. Os professores de universidades e escolas privadas iniciam hoje interrupções pontuais, que manterão até segunda-feira. Uma greve de 48 horas foi convocada para os dias 4 e 5 de maio no setor de educação. Cerca de 400 jovens bloqueiam hoje desde as primeiras horas da manhã a entrada do Ministério das Finanças em Atenas, para exigir que 877 contratações aprovadas no ano passado após a realização de oposições e que foram atrasadas até 2013 dentro da política de economia. Além disso, as centrais sindicais majoritárias convocaram uma greve geral de 24 horas para o dia 5 de maio. EFE afb-as/dm

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