'Galãs são personagens beges', afirma José Mayer

Ator é protagonista do musical 'Um Violinista no Telhado', clássico da Broadway

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Depois de temporada no Rio de Janeiro, a montagem do musical "Um Violinista no Telhado" estreia no Teatro Alfa, em São Paulo, em 16 de março. Com José Mayer e Soraya Ravenle encabeçando o elenco de 43 atores, a produção é baseada nos contos judaicos de Sholom Aleichem, que centraliza a ação no leiteiro Tevye, pai de cinco filhas que vive num vilarejo judeu da Rússia czarista.

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José Mayer em cena da nova versão brasileira do musical da Broadway "Um Violinista no Telhado"
Tido no meio teatral como o "Rei Lear" dos musicais, a peça estreou na Broadway em 1964. Permaneceu em cartaz por mais de sete anos e faturou diversos prêmios Tony, o Oscar do teatro.

Veja também: Os bastidores do espetáculo "Um Violinista no Telhado"

Dirigida por Charles Möeller e Claudio Botelho, a nova versão brasileira conta com 17 músicos, cerca de 160 figurinos e nove trocas de cenário. "Todo o esmero desse trabalho, os detalhes do acabamento, nega a ideia de que o improviso, aquele do barbante amarrando as coisas, é um traço macunaímico e brasileiro", disse José Mayer no início da coletiva de imprensa realizada nesta sexta (2).

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José Mayer durante a coletiva de imprensa
O ator, que sempre teve vontade "não focada" de fazer um musical, atribuiu aos diretores o instinto de sentir que ele era ideal para o papel. "Não acho que os atores escolhem os personagens. São os personagens que encontram os atores. E estou feliz por estar aqui, aos 63 anos."

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Sobre a preparação, Mayer disse ter trabalhado "furiosamente" para o papel. "Não conhecia a peça. Após ler o texto e conhecer as músicas, entrei em pânico. Peguei as partituras e não larguei mais. Esse é um dos trabalhos que mais exigiu preparação", revelou.

Sua parceira de palco, a veterana Soraya Ravenle, descreveu o ator de musical como um atleta. "Você precisa ter vigor, cuidado e muita disciplina. O Zé teve uma formação que ao acaso se presta ao musical e eleva o nível em que estávamos."

Veja também - José Mayer: "Nós homens somos canalhas com mais competência"

"Sempre fui um ator de textos e alcançava o coração do público com eles", disse Mayer. "Mas a potencialização da música no espetáculo é quase covardia. O teatro musical é mais poderoso."

Questionado sobre a demora de sua estreia em musicais, Mayer atribuiu à remuneração e ao cuidado com a família as principais razões que o mantiveram por tantos anos na televisão. "O trabalho de protagonista de novela é massacrante. E galãs são personagens planos, beges."

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José Mayer (centro) dança durante cena de casamento do musical "Um Violinista no Telhado"
Sobre a questão financeira, o diretor Charles Möeller celebrou a boa fase dos musicais no país. "O teatro musical fez as pazes com o público. Viveu-se um mito de que o teatro ia acabar, mas essa fase passou e agora as salas estão lotadas. O musical é caro, precisa de incentivo, mas ele paga. Hoje os atores são assalariados, e os salários são bons."

"Um Violinista no Telhado"
Temporada de 16 de março a 15 de julho
Teatro Alfa: rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, São Paulo
Quintas, às 21h. Sextas, às 21h30. Sábados, às 17h (a partir de abril) e 21h. Domingos, às 17h.
Ingressos: Quintas e sextas - de R$ 40 a R$ 140; sábados e domingos - de R$ 60 a R$ 200
Vendas diretamente na bilheteria ou pelos telefones (11) 5693-4000 ou 0300 789 3377

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