A América Latina tem novos motivos de se orgulhar, principalmente depois que a revista Time elegeu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como a personalidade mais influente do mundo, mas não deve cair numa atitude complacente, advertiu nesta quarta-feira o jornal econômico Financial Times (FT)." /

A América Latina tem novos motivos de se orgulhar, principalmente depois que a revista Time elegeu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como a personalidade mais influente do mundo, mas não deve cair numa atitude complacente, advertiu nesta quarta-feira o jornal econômico Financial Times (FT)." /

FT alerta América Latina para risco de cair na complacência

A América Latina tem novos motivos de se orgulhar, principalmente depois que a revista Time elegeu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como a personalidade mais influente do mundo, mas não deve cair numa atitude complacente, advertiu nesta quarta-feira o jornal econômico Financial Times (FT).

AFP |

A América Latina tem novos motivos de se orgulhar, principalmente depois que a revista Time elegeu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como a personalidade mais influente do mundo, mas não deve cair numa atitude complacente, advertiu nesta quarta-feira o jornal econômico Financial Times (FT).

Além de Lula, o FT destaca uma declaração recente do presidente da divisão América do Banco Santander, Francisco Luzón, que afirma que a América Latina "tem o melhor sistema financeiro do mundo e uma boa recessão", que, com exceção da Venezuela, foi seguida por uma boa recuperacão.

"O que seria equivocado é acreditar que tudo se deve a seus próprios esforços. E mais que isso, o maior perigo financeiro que a América Latina enfrenta agora é a complacência, especialmente o Brasil", afirma o jornal financeiro em um editorial.

"Depois de tudo, as piores quedas acontecem quando a pessoa se vangloria", sentencia.

A publicação argumenta que o que o Fundo Monetário Internacional (FMI) classificou como "bonança sem precedentes" da região se deve, em grande parte, a uma questão de sorte, ou seja, ao pouco impacto da crise dos 'subprime' em seus bancos, no auge das matérias-primas e das quedas de juros nos Estados Unidos.

"O desafio é saber dar um banquete sem se empanturrar", afirmou o prestigioso jornal londrino.

Os fundos soberanos absorveram parte dos lucros inesperados dos países da região, que também podem se dedicar a investimentos necessários na infraestrutura, apesar de ainda haver um excesso de capital, avalia o FT.

Resta resolver, além disso, a questão da valorização de divisas como a brasileira e a colombiana, que pode reduzir os investimentos estrangeiros.

O rápido aumento dos créditos e do preço da moradia no Brasil são "dois pequenos avisos da dor de cabéca pós-boom que o espera", conclui.

No final de abril, o presidente Lula liderou a lista das personalidades com maior influência do mundo, segundo uma classificação da revista Time.

A revista dividiu este ano o ranking em quatro categorias e Lula encabeçou a lista dos "líderes", junto a figuras como o presidente americano Barack Obama, a presidente da Câmara de Representantes Nancy Pelosi e o diretor do FMI, Dominique Strauss Kahn.

Ao justificar a decisão de colocar Lula em primeiro lugar entre as personalidades mais influentes, a Time publica um comentário do cineasta e documentarista Michael Moore.

"O que o Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de sonho americano", afirmou.

ltl/cn/fp

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