Evento tem entrada gratuita e este ano homenageia Marieta Severo

Marieta Severo, homenageada no 17º Festival de Teatro do Rio
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Marieta Severo, homenageada no 17º Festival de Teatro do Rio
Tem início essa semana, na Casa de Cultura Laura Alvim, a 17ª edição do Festival de Teatro do Rio. Até o próximo dia 23, serão exibidos sete espetáculos, todos eles com entrada gratuita. O evento é promovido pela Universidade Veiga de Almeida e este ano homenageia a atriz Marieta Severo. Do total de 100 inscrições recebidas pela Comissão Organizadora, as peças selecionadas foram as seguintes: O Avarento (RS), Cru (DF), A Metamorfose (PE), Trapa Rasa (RJ), Rosa de Cabriúna (SP), Orire (RJ) e Hay Amor (SP).

Para Zaira Zambelli, coordenadora do festival de Teatro do Rio, a seleção deste ano apresenta um mosaico da produção nacional. “Temos peças de diferentes cidades do país e importantes pólos culturais”, explica. Os espetáculos concorrem a prêmios nas categorias de melhor ator, melhor ator coadjuvante, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor direção, melhor figurino, melhor cenografia, melhor iluminação, melhor roteiro, melhor espetáculo e melhor espetáculo pelo voto popular.

Marieta Severo será homenageada com a exposição “A Luz em Cena”, de curadoria do cenógrafo e figurista Pedro Sayad. A mostra apresenta uma retrospectiva dos 45 anos de carreira da atriz. “O nome da exposição foi escolhido porque aonde ela chega traz luz e ilumina”, destaca Sayad. Além disso, serão exibidas diversos filmes estrelados pela atriz, como Com licença eu vou à luta (1986), Carlota Joaquina (1995) e Cazuza - O Tempo Não Para (2004). Veja abaixo a programação de espetáculos do festival:

15/09 | Quarta, às 20h – O Avarento
Grupo: Farsa (Porto Alegre/RS)
Direção: Gilberto Fonseca
Debate mediado por: Tânia Brandão
Resumo: A montagem de O Avarento do grupo gaúcho Farsa, contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008, apresenta a atualidade da peça clássica de Molière, escrita no século XVII. “O Avarento” conta a história de Harpagão, um velho sovina que faz qualquer coisa para proteger a sua fortuna e idealiza rendosos casamentos para seus filhos, Elisa e Cleanto.

16/09 | Quinta, às 20h – Cru
Grupo: Cia Plágio de Teatro (Brasília/DF)
Direção: Alexandre Ribondi
Debate mediado por: Guti Fraga
Resumo: Peça escrita por Alexandre Ribondi, Cru conta a história de um forasteiro recém chegado em Brasília chamado Zé. Ele entra no açougue cuja dona é um travesti conhecido como Frutinha e pergunta por Cunha, um pistoleiro que aceita quase todos os tipos de negócio. O encontro entre esses três personagens traz uma reflexão sobre as violências vividas na sociedade brasileira.

Cena do espetáculo Hay Amor
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Cena do espetáculo Hay Amor
17/09 | Sexta, às 20h – A Metamorfose
Grupo: Teatro Experimental de Artes (Caruaru/PE)
Direção: Fábio Pascoal
Debate mediado por: Mauricio Gonçalves
Resumo: A peça, baseada na obra de Kafka, conta a história de Gregor Samsa que em um manhã, ao acordar para o trabalho, vê que se transformou em um inseto. A metamorfose transforma a rotina do protagonista, que passa a viver uma nova rotina na qual deve permanecer em casa e distante de qualquer visita. Aos poucos os outros personagens se acostumam com a nova forma de Gregor e passam a conviver com ela, cada um ao seu jeito. Ao final, com a morte do inseto, todos se aliviam.

18/09 | Sábado, às 20h – Trapa Rasa
Grupo: Companhia Teatral Catarse (Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Marcelo Marrakett
Debate mediado por: Jean Willys
Resumo: Trapa Rasa narra a história de um casal que se separa após o marido cometer adultério. Cada um passa a viver uma nova vida em busca da descoberta de novas emoções e amores. No entanto, todas as investidas dão errado, transformando o texto em uma grande comédia.

19/09 | Domingo, às 20h – Rosa de Cabriúna
Grupo: Cia de Teatro do Conservatório de Tatuí (Tatui/SP)
Direção: Carlos Ribeiro
Debate mediado por: Jair Ribeiro
Resumo: Rosa de Cabriúna é uma comédia sertaneja escrita por Luis Alberto de Abreu em 1986 para o Grupo Macunaíma. É uma adaptação do romance Alice , de José Antonio da Silva. A peça conta a história das filhas do coronel Zé Inácio, fazendeiro e chefe político, que fazem promessa a São Gonçalo para arranjarem um noivo.

20/09 | Segunda, às 20h – Orire - Saga de um herói que confrontou a morte
Grupo: Instituto de Desenvolvimento Cultural (Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Gustavo Mello
Debate mediado por: D'Atargnan Jr.
Resumo: O espetáculo conta a história do homem, desde a sua construção, do barro, ainda antes de nascer. Ao atingir a idade adulta, este homem decide partir para o mundo em busca de outras culturas e povos. Nesta jornada, o patriarca de sua cidade lhe impõe três interditos: o amor, a loucura e a morte.

21/09 | Terça, às 20h – Hay Amor
Grupo: Os Geraldos (Campinas/SP)
Direção: Verônica Fabrini
Debate mediado por: Malu Valle
Resumo: A partir do banco da praça de uma cidade do interior, a peça “Hay Amor” apresenta as imagens e sensações de um grupo de amigos que tenta, por todos os meios, representar o amor, no esforço de dizer o indizível. Através de cenas curtas, pequenos recortes de sensações, narram-se encontros e desencontros da aventura humana.

Casa de Cultura Laura Alvim
Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema
Telefone: 21 2332 2015

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