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Felix Monti debate fotografia no cinema em São Paulo

Argentino trabalhou no vencedor do Oscar O Segredo de Seus Olhos

Agência Estado |

Divulgação
Cena do filme O Segredo dos Seus Olhos , com fotografia de Felix Monti
Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro este ano, o argentino O Segredo de Seus Olhos , sem trocadilhos, saltou aos olhos do público principalmente por apresentar uma direção de fotografia excepcional. Assinada por Felix Monti, a concepção visual do filme (dirigido por Juan José Campanella) chamou atenção até dos não especialistas no gênero. Quem assistiu ao filme com certeza quebrou a cabeça pensando em "como a cena do campo de futebol foi feita".

Fruto da união do trabalho de Monti e de uma equipe de computação gráfica, a sequência já entrou para o olimpo dos "melhores plano-sequências do cinema". "É só uma longa sequência em que a câmera sobrevoa o estádio, voa pelas arquibancadas, passa pelos atores e 'vai parar na bola'. Usamos cenas filmadas e as 'colamos' digitalmente para simular o efeito de 'uma única sequência'", explica Monti, diretor de fotografia do filme.

É justamente Montí quem vai explicar para o público paulistano como fez para unir tradição e tecnologia neste e em outros filmes premiados. O fotógrafo argentino participa hoje, às 14 horas, do debate Red Day, na Cinemateca Brasileira. O encontro integra a programação 2010+10, em comemoração aos 10 anos da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC).

Particularmente feliz em voltar ao País, Monti (que nasceu no Brasil mas é argentino) assinou diversos títulos brasileiros, como O Auto da Compadecida , O Quatrilho e O que É isso Companheiro? "O cinema brasileiro foi crucial na minha carreira e na minha formação. Foi com o Cinema Novo que percebi que um outro cinema era possível. Que nem tudo precisava ser tão linear e esquemático."

Além de Monti, que finaliza novo filme ( O Mural , de Héctor Olivera) e já se prepara para começar um outro, o ciclo de debates 2010+10 recebe amanhã o americano John Bailey. Ele é diretor de fotografia de títulos como Gente como a Gente , de Robert Redford; Melhor É Impossível , de James L. Brooks; e Mishima , de Paul Schrader, pelo qual levou o prêmio de Melhor Contribuição Artística no Festival de Cannes 1995.

Na quarta, é a vez da diretora de arte Anastácia Masaro, de O Mundo Imaginário de Doutor Parnassus , de Terry Gilliam. Na sexta, destaque para o painel "A Fotografia Cinematográfica pelo Olhar dos Diretores de Cinema".

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