Feira em Londres destaca arte brasileira e latino-americana

PINTA atrai novos colecionadores e grandes museus em busca de arte moderna

EFE |

Divulgação
"Hombre con Guitarra", de Fernando Botero
A segunda edição londrina da feira de arte latino-americana PINTA conta este ano com a participação de mais de 50 galerias e se consolida como uma das vitrines europeias especializadas em artistas da América Latina. A feira, que permanece no centro de convenções Earls Court's até o dia 9 de junho, atrai tanto pequenos e médios colecionadores como grandes compradores institucionais, como a galeria Tate, de Londres, o Museu Reina Sofía de Madri, o MACBA de Barcelona e o Centre Pompidou de Paris, afirmou à Agência Efe o presidente da PINTA, Alejandro Zaia.

Os artistas representados na mostra cobrem o último meio século da arte produzida na América do Sul, incluindo peças dos anos 1950 e 1960 - "que chamamos de moderno, em termos de arte latino-americana", assinalou Zaia - e obras de jovens artistas iniciantes. "Há também uma forte representação de algo que hoje é muito procurado pelos colecionadores, a arte conceitual latino-americana dos anos 1970 e 1980 com forte componente social e político", declarou.

Os visitantes da PINTA encontrarão novas propostas de arte contemporânea, "para pequenos colecionadores que estão começando", com preços que oscilam entre os US$ 5 mil e US$ 50 mil, indicou Zaia, além de obras de artistas já consagrados que podem custar centenas de milhares de dólares.

Entre os artistas presentes na feira londrina estão a brasileira Rivane Neuenschwander, com sua instalação "Prosopopeia"; o chileno Ivan Navarro expondo "Drums", uma bateria com tambores luminosos; e peças de arte geométrica da década de 1950 do argentino Eduardo Seron. O colombiano Fernando Botero, principal artista de um recente leilão da Sotheby's que arrecadou US$ 1,39 milhão, será representado com dois retratos da série "Meninas do Jardim" e pelo quadro "Hombre con Guitarra".

"O mercado latino-americano permite a descoberta de uma arte emergente, a um preço acessível para começar a colecioná-la. Embora esteja ficando cada vez mais difícil para nós mesmos comprá-la, porque ela foi encarecendo, o que representa um reconhecimento de nossos artistas", disse à Efe Diego Costa, diretor da feira. "Toda essa arte existia, mas ninguém prestava atenção em nível internacional, porque a presença latino-americana em feiras há quarenta anos era nula. Agora as obras estão se esgotando", afirmou o diretor.

Zaia ressaltou a presença de 12 galerias espanholas nesta edição da PINTA, um sinal de que a arte da América do Sul "foi incorporada pelos colecionadores espanhóis". O presidente lembrou que a PINTA não tem intenção de concorrer com feiras já estabelecidas na Europa como Arco, em Madri, ou a suíça Art Basel. "Não competimos nem enfrentamos ninguém, pelo contrário, nos complementamos. A PINTA ajuda muitos artistas latino-americanos que não estão nessas feiras a pôr o pé nos grandes eventos europeus", concluiu Zaia.

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