'Fausto ComPacto' leva tecnologia multimídia ao Festival de Teatro de Curitiba

Peça da companhia Phila7 comemorou os 40 anos do Paiol

Denis Victorazo, enviado especial a Curitiba |

"Fausto ComPacto" da companhia Phila7, comemorou aniversário de 40 anos do Teatro Paiol, um marco em Curitiba, dentro do Festival de Teatro da cidade. A peça é uma livre adaptação do texto do dramaturgo elizabetano Christopher Marlowe (1564-1593).

Marcos Azevedo, diretor da companhia, conta que fez uma versão condensada de 1h15, pois queria uma montagem sucinta que trouxesse contemporaneidade sem perder as imagens poéticas e a beleza do texto clássico. Tudo isso com apenas quatro atores. E que atores!

Luiz Damasceno e Selma Egrei são Fausto e Mefisto, que vivem quase como um casal até o declínio de sua relação. Ricardo Homuth interpreta o próprio Marlowe, e Thiago Codinhoto tem uma participação menor.

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"Fausto ComPacto", da companhia Phila7

"Damasceno foi meu professor na EAD (Escola de Arte Dramática), depois trabalhamos muitos anos na Cia.de Ópera Seca, de Gerald Thomas. Ele sempre foi meu 'mestre', sem a hierarquia que esse título possa ter. Aprendi a ser ator com ele e estou aprendendo a dirigir com Selma Egrei", conta Azevedo.

Homuth completa as palavras do diretor: "Também fui aluno do Damasceno na EAD e ele sempre foi uma referência. Ele nunca saiu do palco. Os melhores professores são aqueles que continuam atuando."

Damasceno, humildemente desconversa: "A gente privilegia a brincadeira, o jogo, a descoberta, sempre de uma maneira democrática."

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As outras linguagens e tecnologias, como as projeções usadas no espetáculo (com a participação de Beto Matos), já são uma marca do grupo, mas sempre como forma de ajudar a contar a história e desenvolver a trama, e não como fogos de artifício. "Vivemos hoje num território onde as fronteiras entre o que são cada mídia estão borradas", conta Marcos Azevedo.

A Cia. Phila7 traz também para a mostra Fringe, dentro do festival, o espetáculo "O Homem da Camisa Branca". O texto de Beto Matos é baseado na famosa imagem do rapaz que para uma fileira de tanques na ocupação da Praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989.

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Beto matos recebeu um Prêmio Estímulo para desenvolver o texto, e como tinha 22 anos na época, se colocou na posição daqueles rapazes envolvidos, o homem da camisa branca e o piloto do tanque. A peça é um solo.

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Marcos Damigo e Marcelo Rubens Paiva
Maria Ribeiro não comparece a entrevista

Atriz de outro espetáculo multimídia do festival, Maria Ribeiro não compareceu à entrevista coletiva para divulgar "Deus é um DJ", marcada para o final da manhã dessa sexta-feira (dia 30). Perguntei para o diretor Marcelo Rubens Paiva onde ela estava, ele contou que havia chamado a atriz por mensagem de texto.

Depois de Marcos Damigo, ator e produtor do espetáculo, ter falado por quase uma hora sobre o projeto, Marcelo Rubens Paiva leu uma mensagem enviada por Maria Ribeiro: "Tirei o dia de folga para descansar. Falem mal de mim, afinal tenho uma reputação a zelar". A atriz está em Curitiba com o marido, o ator Caio Blat.

"Deus é um DJ" foi apresentado na quinta (dia 29) no Teatro da Reitoria, dentro da programação do Festival de Teatro, mas como não tem acesso facilitado para portadores de deficiência, Marcelo Rubens Paiva, precisou ter sua cadeira de rodas carregada para entrar e sair do teatro.

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Quando chegou para a entrevista, Rubens Paiva estava de bom humor. Diretor e ator conversaram com a imprensa por quase uma hora e disseram estar contentes com a resposta positiva do público do festival. "Deus é um DJ" tem outra apresentação marcada para as 21h de sexta (dia 30), no Teatro da Reitoria.

Maria Maya se emociona ao falar de Chico Anysio

Divulgando o espetáculo "Obituário Ideal", que tem sessões nesta sexta e sábado no festival, a atriz Maria Maya lamentou não poder ir à missa de do tio Chico Anysio, no Rio de Janeiro. "Perdi meu tio há uma semana e não vou poder ir à missa, mas estar em cena hoje é a melhor homenagem a ele, qua amava interpretar." A atriz, emocionada, ficou em silêncio.

"Obituário Ideal" e um texto de Thiare Maia e Rodrigo Nogueira, e tem direção de Nogueira, também ator do espetáculo. Com humor ácido, a peça trata de um casal anestesiado pela banalização da violência.

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