Coliseu de Roma está doente

Roma, 11 mai (EFE).- O desprendimento de partes do Coliseu de Roma no sábado trouxe à tona novamente o debate sobre a conservação do monumento e a preocupação entre arqueólogos e analistas, que dizem que o Anfiteatro Flavio, uma das sete maravilhas do mundo, está "com câncer".

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Roma, 11 mai (EFE).- O desprendimento de partes do Coliseu de Roma no sábado trouxe à tona novamente o debate sobre a conservação do monumento e a preocupação entre arqueólogos e analistas, que dizem que o Anfiteatro Flavio, uma das sete maravilhas do mundo, está "com câncer". A queda de três fragmentos de quase um metro quadrado não impediu a abertura do monumento, mas expôs o estado de conservação de sua estrutura interna, que sofreu transformações químicas por causa da poluição e das vibrações sonoras provocadas pelo trânsito e os grandes concertos. Uma mutação pela que o carbonato cálcico se transforma em sulfato cálcico, que alguns consideram "o câncer da pedra" e que obrigou à Superintendência Arqueológica de Roma a "elaborar uma estratégia do discurso urgente", explica Rossella Rea, diretora do monumento, ao diário italiano "Corriere della Sera". "As infiltrações de água pioraram a situação, mas não há dúvida de que a primeira causa deste último incidente é a poluição", ressalta o especialista. A partir de hoje, um grupo de arqueólogos efetuará controles para avaliar o alcance desta "metástase", que coloca em risco as paredes e a estrutura do monumento, e substituirá as redes de proteção atuais por outras mais resistentes. Apesar deste último incidente, que não provocou nenhum ferido, Rossella Rea ressalta que o Coliseu "é seguro e está sob controle, porém mais recursos seriam necessários". Em abril passado, o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, anunciou um plano para sua restauração que custará 23 milhões de euros. O Coliseu é um dos monumentos mais visitados do mundo, com 3,5 milhões de visitas em 2009 que procuraram 30,4 milhões de euros. O Anfiteatro Flavio, o Coliseu, foi construído entre os anos 72 e 80 d.C. e podia abrigar até 50 mil espectadores durante os jogos de gladiadores e de ferozes que se realizavam sua interior. A inauguração foi realizada com cem dias e cem noites de jogos nos quais morreram mais de 5 mil animais. O festival mais sangrento que viveu este anfiteatro foi que Trajano ofereceu ao povo após a conquista da Dácia, com 117 dias nos quais, segundo a tradição, participaram 9 mil gladiadores e 10 mil animais. EFE mfe/dm

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