"X-Men: Primeira Classe" é o melhor da série

Filme conta a origem dos heróis mutantes com roteiro inteligente e muito estilo

Guss de Lucca, iG São Paulo |

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Charles (James McAvoy) e Erik (Michael Fassbender): fim da amizade é explicado em "X-Men: Primeira Classe"
Após amargar com erros na campanha de marketing, que envolveram cartazes de gosto duvidoso, e de levantar a desconfiança dos fãs de quadrinhos, que duvidaram da qualidade de um filme dos X-Men estrelado por Professor Xavier e Magneto - e sem Wolverine -, a Fox prova que consegue superar as expectativas transformando "X-Men: Primeira Classe" no melhor da franquia.

Para aqueles que acompanham as notas de produção, fica claro que "Primeira Classe" evoluiu do projeto que originalmente contaria apenas a história de Magneto, um dos vilões mais perigosos e admirados do Universo Marvel - saiba mais sobre sua origem e poderes aqui .

Porém, os produtores chegaram à conclusão de que não faria sentido narrar sua história, que começa num campo de concentração nazista, sem explicar a origem de sua contra parte, o pacifista Charles Xavier - também conhecido por Professor X.

E é assim que o diretor Matthew Vaughn conduz parte da trama, alternando as cenas entre o desenvolvimento de Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), o futuro Magneto, e Charles Xavier (James McAvoy), desde sua infância até o início da idade adulta, momento em que ambos inevitavelmente se encontram.

Já nos anos 1960, época em que o filme é ambientado, o mundo se encontra em plena Guerra Fria e os futuros inimigos nutrem objetivos diferentes: enquanto um sai em busca de vingança contra aqueles que o fizeram sofrer na Segunda Guerra, o outro gasta seu tempo estudando melhor as mutações e azarando garotas.

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Sebastian Shaw (Kevin Bacon), o mutante mais perigoso de 1960, ao lado da sexy Emma Frost (January Jones)
É nesse período que "X-Men: Primeira Classe" revela seu maior trunfo: mostrar Magneto utilizando sua raiva para contorcer aço e eliminar pessoas, algo que a plateia de fãs certamente anseia em assistir desde "X-Men 3: O Confronto Final", cuja melhor cena envolve o mutante esmagando carros para libertar a parceira Mística - desta vez interpretada pela talentosa Jennifer Lawrence, que concorreu ao Oscar 2011 por "Inverno da Alma" .

Mas não se engane: aqui Erik ainda não é o vilão da história. O papel dessa vez é de outro mutante, o magnata Sebastian Shaw (Kevin Bacon), líder da organização conhecida como Clube do Inferno, que além dele conta com a bela telepata Emma Frost (January Jones) e Azazel (Jason Flemyng), futuro pai do personagem Noturno.

É Shaw quem alimenta o sonho do fim das nações e o início de uma era dominada pelos "filhos do átomo" - e para isso, nada melhor do que utilizar sua influência para estimular o conflito entre Estados Unidos e União Soviética, que encontra seu ápice na famosa Crise dos Mísseis.

Com um roteiro inteligente, que mistura referências dos quadrinhos com momentos históricos, e cenas que resgatam todo o estilo e charme dos anos 1960, "X-Men: Primeira Classe" já é o melhor da série - não que isso seja tarefa difícil, mas é sem dúvida uma boa surpresa para aqueles que não acreditavam na proposta.

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