Wagner Moura viaja no tempo em "O Homem do Futuro"

Filme de Claudio Torres recorre a uma ideia de roteiro já exaustivamente explorada no cinema

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Divulgação
Wagner Moura agora em versão comédia
A sensação de déjà vu ao assistir a “O Homem do Futuro” deve-se a dois aspectos. O primeiro é pela dinâmica imposta a Wagner Moura, fazendo vários personagens em uma só história. Começa como um professor de química, volta a ser um estudante nerd gago e abobalhado, se torna um jovem carismático que até canta em público, viaja no tempo e se depara sendo um rico empresário sem escrúpulos...

Tudo isso só enaltece, mais uma vez, todo o talento do ator, que consegue diluir distâncias de papéis tão diversos que compõem sua carreira, seja na TV ou no cinema. Em “Vips”, ao interpretar o falsário Marcelo Nascimento da Rocha , Wagner já tinha demonstrado essa capacidade de ser vários em um só enredo.

O segundo aspecto - repetitivo - que o filme de Claudio Torres propõe é autoexplicativo. O filme (assista ao trailer abaixo ) conta a história de Zero, personagem de Wagner Moura, um brilhante cientista sem realização na vida amorosa. Há 20 anos, ele foi humilhado em uma festa da faculdade, causando a perda do amor de sua vida, Helena, interpretada por Alinne Moraes. Para consertar isso, Zero constrói uma máquina para viajar no tempo e mudar o curso da história. Só que acaba se deparando com as outras opções de sua própria personalidade.

Viajando no tempo

Viajar no tempo é tão batido em histórias de cinema quanto o bullying escolar, proposto como força-motriz do drama do personagem. A trilogia “De Volta para o Futuro” (1985, 1989 e 1990), “Feitiço do Tempo” (1993), “Efeito Borboleta” (2004), “Crimes do tempo” (2007), “Exterminador do Futuro (1984, 1991, 2003 e 2009), entre outros, já fizeram os expectadores sonharem em viajar no calendário. Outros tantos brindaram a ficção com opções de se discutir a questão do tempo de forma mais filosófica e menos convencional, como “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2010) e o recente “ Meia-Noite em Paris ”.

Em “O Homem do Futuro” há um pouco de cada um desses filmes. Em mais um exemplo de que o cinema nacional envereda com afinco às comédias, neste longa o tom pastelão dá vez a piadas mais comedidas. Como a cena em que, de volta a 22 de novembro de 1991, Zero entra em um bar e pergunta se pode fumar no estabelecimento. O balconista acha graça da questão. “Claro que pode, você está num bar!”.

Reprodução
Wagner e Alinne Moraes
A lei antitabaco é um exemplo de boa sacada das piadas comportamentais que surgem ao longo da trama. Igualmente engraçado é ver um sujeito andando no meio da rua com um aparelho que mais parece um controle remoto, mas se trata de um celular. E olha que a viagem no tempo, neste caso, foi de apenas 20 anos. 

Alinne Moraes surge audaciosa em tela . Atriz que tem dedicado a maior parte de seu tempo à televisão, ela deveria se propor mais à sétima arte. É incrível como a sua atuação cresce em tela – também fazendo mais de uma personalidade a um só papel. Ora é uma estudante boazuda, ora uma presidiária que se deu mal na vida, ora uma sonhadora que só quer viver uma paixão estudantil. Para mostrar toda esta carga de dramaticidade na televisão, Alinne precisaria de três novelas e três anos de vida, pelo menos.

“O Homem do Futuro”, que tem estreia prevista para 2 de setembro, deve acompanhar o bom desempenho em bilheterias de outras produções nacionais com o teor da comédia. Conta a seu favor, além da beleza de Alinne, a competência de Wagner em fazer qualquer história ficar interessante. Mesmo as que já foram contadas tantas vezes.

Relembre momentos marcantes da carreira do ator:

Assista ao trailer do filme "O Homem do Futuro" :

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