Vozes do exílio evocam a China na Flip

PARATY ¿ Em seu sétimo ano, a Festa Literária Internacional de Paraty abre espaço, pela primeira vez, para a prosa que vem da China. É verdade que uma China particular, já que vista do exílio, pela voz de dois autores convidados, a jornalista Xinran e o escritor Ma Jian. O tema da mesa que participam, nesta quinta-feira, às 17hs, é ¿China no divã¿, com mediação de Angel Gurría-Quintana.

Mauricio Stycer, repórter especial do iG |

Getty Images

Xinran na Flip: China vista de longe

A primeira é mais conhecida do público brasileiro. Exilada na Inglaterra, Xinran vem construindo uma obra a partir da sua experiência como jornalista na China. Nascida em 1958, deixou o país em 1997. Sua obra vem sendo publicada pela Companhia das Letras desde 2003. Seu primeiro livro, As Boas Mulheres da China, relata histórias de mulheres que conheceu, de diferentes lugares e situações sociais.

Xinran é também autora de O que os Chineses Não Comem (2003), coletânea de textos publicados no Guardian; Enterro Celestial (2004), sobre a mulher que tentou achar o seu marido durante quase três décadas; e Testemunhas da China, lançado em sintonia com a Flip, que traz relatos de sobreviventes da Revolução Cultural de Mao Tse-tung, responsável pela morte, estima-se, de mais de um milhão de pessoas.

Já Ma Jian, nascido em 1953, também vive na Inglaterra, mas há mais tempo. Exilado desde a década de 80, fugiu da China por conta da repressão política no país. O seu primeiro romance lançado no Brasil, Pequim em coma (Record), de 2008, é narrado por uma vítima (fictícia) do massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989.

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