UE pede ao Irã que anule sentença do cineasta Jafar Panahi

Diretor foi condenado a seis anos de prisão por conspiração e propaganda contra o governo

EFE |

A responsável pela Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton, pediu nesta terça-feira que a sentença do cineasta iraniano Jafar Panahi, condenado em dezembro passado a seis anos de prisão, seja cancelada durante o processo de apelação. Panahi, acusado de conspiração e propaganda contra o governo iraniano, também foi proibido de produzir e dirigir projetos além de viajar para o exterior nos próximos 20 anos.

Ashton, em comunicado emitido nesta terça-feira por seu porta-voz, declarou que o castigo adicional impedirá Panahi de exercer seu direito fundamental à livre expressão, tal como reconhece a Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, da qual o Irã faz parte. A Alta Representante europeia afirmou também que espera notícias positivas sobre outro cineasta iraniano, Mohammad Nourizad, condenado à mesma pena. Ashton considera que detenções e penas deste tipo "não são compatíveis" com os compromissos que o Irã firmou em diferentes convenções internacionais.

Por isso, a União Europeia (UE) pede que o Irã cumpra seus compromissos internacionais, incluindo o direito à livre expressão através da arte e da literatura. Ashton ressaltou que as penas aos dois cineastas são "ainda mais tristes" levando em conta "a importante reputação internacional" do cinema iraniano. Panahi, vencedor do Leão de Ouro em 2000 por "O Círculo", foi convidado em 2010 a participar como júri do Festival de Cannes, função que não pôde exercer por estar preso, enquanto também tinha sido convidado a ser membro do júri do próximo Festival de Berlim.

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