¿Tropa de Elite¿ estreia em 661 salas em todo o País

Filme bate recorde antes mesmo de estrear. É a maior distribuição do cinema nacional na história

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Chega aos cinemas nesta sexta-feira (8) o filme nacional mais aguardado do ano. “Tropa de Elite 2” estreia em 661 salas em todo o País, um recorde para uma produção nacional. Sob direção de José Padilha, Capitão Nascimento retorna sua saga. Dessa vez como Subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Sua missão é combater as milícias, grupos paramilitares geralmente formados por policiais e bombeiros que dominam favelas do Rio de Janeiro.

Wagner Moura, que vive o protagonista, ainda que já tenha na carreira outros bons personagens, sabe que este tem um valor especial. “É com muito carinho que fiz o Nascimento. É um papel que vou me recordar para sempre”, disse ele.

George Magaraia
Wagner Moura: capitão Nascimento foi promovido

Antes do elenco fazer uma coletiva de imprensa para mais de 200 jornalistas de todo o Brasil - incluindo imprensa internacional – nesta quinta-feira (7), Wagner conversou com o iG . O ator acredita que o filme, apesar de toda a carga dramática realista que se impõe, tem sim uma mensagem otimista. “Temos que acreditar, eu sempre acredito que as coisas tendem a melhorar. Não tenho por que pensar o contrário”, afirmou.

Também presente à coletiva, que foi sucedida pela exibição do longa, o apresentador de TV Wagner Montes, recentemente releito deputado estadual, sendo o mais votado do Rio, comentou sobre o fato do filme ter um personagem que, assim como ele, também trabalha em TV e é político. “Lá no filme ele é corrupto, não compactuo com essas atitudes. Adorei o filme, é para chocar mesmo. Preciso depois rever algumas cenas, porque acho que identifico algumas coisas bem reais, tem cena ali que sei a que político estão se referindo”, disse.

Padilha, porém, preferiu sair pela tangente - ainda que afirme que o filme foi baseado em notícias cotidianas da cidade. “O filme é mais sobre um contexto social do que sobre personagens. O que eu digo é que é um filme de ficção. O governador do filme não existe. Assim como ele pode ser todos os governadores ao mesmo tempo”, disse o diretor.

É tarefa quase impossível assistir ao filme sem puxar na memória episódios que marcaram a cidade nos últimos anos. A comparação desses mesmos episódios e dos personagens ali retratados é um exercício que Padilha gosta de instigar no público, visto que sua linha de filmagem é mesmo a do documentário ficcional.

“O filme não traz nenhuma novidade. Me diz qual foi a novidade que você viu no filme e nunca ouviu falar? Tem milícia no Rio? Tem. Político eleito com ajuda da milícia? Tem. Deputado federal eleito pela milícia? Tem. Milícia financiando campanha eleitoral? Tem. A polícia é violenta? É. Qual é a novidade? Nenhuma”, provoca o diretor.

George Magaraia
Elenco do filme
André Ramiro, que interpreta um policial do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), já sente falta do personagem – que tem um desfecho impactante no longa. “Vou ter que me contentar revendo os filmes em DVD. Mas foi ótimo. É um trabalho mágico, meu primeiro e já tão importante papel”, disse. Padilha já avisou que não pretende trabalhar em mais uma continuação do filme. Dessa vez, Capitão Nascimento se aposenta. Ou seria essa mais uma de suas táticas de atuação?

Confira na galeria a seguir cliques exclusivos da coletiva de imprensa:

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