Apenas três pessoas têm acesso ao local onde o filme está sendo editado. Tudo é mantido em segredo total

Cena de perseguição de
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Cena de perseguição de "Tropa de Elite - 2"
O filme “Tropa de Elite”, de José Padilha, foi pirateado antes mesmo de chegar aos cinemas, em 2007, e invadiu as bancas de camelôs de todo o País. O vazamento não impediu que o longa se tornasse um dos maiores sucessos da história recente dos filmes nacionais, com 2,5 milhões de espectadores, mas o prejuízo foi grande: os produtores estimam que este número corresponderia apenas à metade do público que o filme poderia ter levado às salas de cinema. Diante dessa realidade, e com o andamento da produção de “Tropa de Elite 2”, a atenção foi redobrada para que a versão final não vaze antes da hora.

Tudo em “Tropa de Elite 2” é segredo. As filmagens duraram doze semanas, ao longo do final de março e começo de abril deste ano. A última cena foi rodada no dia 15 daquele mês. Padilha não está dando entrevistas, assim como poucos outros envolvidos na produção estão autorizados a falar sobre o novo filme, que traz mais uma vez Wagner Moura como protagonista Capitão Nascimento.

Apesar de todo o sigilo, o produtor- executivo de “Tropa”, Leo Edde topou quebrar o silêncio e falar ao iG a respeito dos cuidados que estão precisando tomar para se evitar que o filme seja pirateado. Em nova York para divulgar um outro longa, “Tamboro”, o produtor explica como se “armou” de táticas para que nada fugisse do controle. “Todo mundo tem um ‘melhor amigo’ em quem confia e acaba soltando alguma coisa. Por isso, o negócio é não falar nem para seu melhor amigo. Minha enteada ficou sem falar comigo por duas semanas, porque eu não deixei ela ler”, conta Leo.

Leo Edde, em Nova York
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Leo Edde, em Nova York
É mantido em total segredo o local onde o filme está sendo editado. Pode ser em qualquer estúdio do Brasil ou do exterior. “Não conto nem sob tortura. Só o diretor, o produtor e o editor sabem. Não é como antes, que qualquer um podia entrar e ver o que estava sendo mantido ou cortado”, diz. Além disso, um outro cuidado foi tomado pela produção. “O computador de edição não tem acesso à internet e só funciona sob senha de segurança”, continua.

Para Leo, essas são medidas simples, mas que fazem a diferença para manter uma blindagem em torno da aguardada continuação de “Tropa de Elite”. O primeiro filme foi pirateado quando um dos cortes estava na fase de legendagem. “Não é preciso ter um cara fortemente armado na porta do estúdio, para proibir qualquer um de se aproximar. A primeira coisa que decidimos é que não seria divulgada nenhuma informação antes da hora. Apenas oito pessoas tiveram acesso ao roteiro final, antes de começarmos a filmar. Ainda assim, alguém vazou uma coisa ou outra para a imprensa”, afirma.

Tropa de Elite: sigilo sobre nova produção
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Tropa de Elite: sigilo sobre nova produção
Capitão Nascimento mais intimista

A sequência vai começar 13 anos depois do final do primeiro filme e deve mostrar o crescimento do Batalhão de Operações Especiais do Rio (Bope) e a formação das milícias na cidade. O Capitão Nascimento sofrerá uma transformação. De acordo com informações antecipadas em jornais nos últimos meses, o protagonista enfrenta problemas com seu filho, agora um adolescente, interpretado pelo estreante Pedro Van Held.

Trilha Sonora indefinida

Um dos assuntos que ainda se discute em relação ao novo longa é a respeito da trilha sonora, feita por Pedro Bronfman. José Padilha não sabe se mantém a música do grupo Tihuana, que fez sucesso na primeira versão. Os versos principais diziam: “Tropa de Elite, osso duro de roer... Pega um, pega geral, também vai pegar você”.

“Por mim, mantinha a música. Se tornou um sucesso associado ao próprio filme. É como a música que todo mundo remete ao ‘Missão Impossível’, aos filmes do ‘007’, tantos outros”, defende Leo Edde.

Orçado em R$ 16 milhões, “Tropa de Elite – 2” está previsto para chegar aos cinemas no dia 8 de outubro.

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