Tropa de Elite 2 pode confundir a população, diz comandante do Bope

Para tenente-coronel, público deve ter cuidado ao assistir filme de José Padilha

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Divulgação
Wagner Moura repete o papel do capitão Nascimento em Tropa de Elite 2
O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, disse nesta quinta-feira (14) que a população deve ter cuidado ao assistir ao filme “Tropa de Elite 2”, que estreou nos cinemas na última sexta-feira (8). Segundo ele, o fato de o longa ser uma obra de ficção que aborda pontos da realidade pode gerar dúvidas em algumas pessoas.

“Misturaram muita coisa, e isso pode confundir a população. Isso acaba criando o efeito naquele cidadão que conhece menos de que tudo é verdade. Algumas pessoas tiram conclusões erradas e é preciso ter cuidado quando você navega com esse rumo”, avaliou.

Moraes contou que assistiu ao filme como anônimo em um cinema e ficou atento aos comentários ao redor. De acordo com o comandante, alguns espectadores saíram da sessão achando que o longa de José Padilha era quase um documentário.

“Tem muita coisa ali que não é verdade. O chefe da inteligência não é um ex-oficial do Bope. O secretário de Segurança não foi o comandante da PM. É importante que as pessoas entendam que aquilo não é a reprodução exata da verdade”, disse. “É como o filme do 007. É legal e divertido, mas algumas coisas não dá para fazer”, comparou.

Mesmo com o alerta, a avaliação artística do comandante sobre o filme baseado na Tropa de Elite que chefia é positiva. “Achei muito interessante. Tem cenas de emoção e um contexto bem desenhado. Levanta algumas questões que devem ser discutidas e isso traz algumas coisas boas, desde que a pessoa tenha noção do que é aquilo”, ressalta.

Continuação

O filme “Tropa de Elite 2” mostra o capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura, atuando como subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança da cidade do Rio de Janeiro. Na continuação do sucesso de 2007, o cineasta José Padilha aborda o problema da violência tendo como foco as milícias.

Formados por policiais corruptos, esses grupos paramilitares assumem as favelas cariocas extorquindo dinheiro de comerciantes e moradores – quase sempre de maneira tão ou mais brutal que os traficantes que ali viviam. E aos poucos Nascimento descobre que seu trabalho de duas décadas no Bope foi insuficiente – e a recompensa amarga. Enquanto no plano profissional ele é obrigado a conviver com a política, no pessoal o relacionamento com o filho é posto em xeque pelos questionamentos de sua ex-mulher e do novo marido.

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