Tom Hanks estará em filme sobre Tríplice Fronteira

Projeto da diretora Kathryn Bigelow, de "Guerra ao Terror", começará em março

AFP |

Reuters
Kathryn Bigelow recebe o Oscar de melhor filme das mãos de Tom Hanks, em março de 2010
O veterano de Hollywood Tom Hanks vai estrelar o novo filme da diretora vencedora do Oscar Kathryn Bigelow, que já provoca fúria na América Latina, revelou nesta semana o produtor do longa-metragem. Argentina e Paraguai se recusam a colaborar na produção de "Triple Frontier" (Tríplice Fronteira), que fala sobre a região divisória entre os dois países e o Brasil, que seria um centro para o financiamento do terror.

"Tom Hanks vai estrelar o filme", afirmou ao site ComingSoon.net o produtor Charles Roven. "Nós ainda estamos buscando atores para os outros papéis. Esperamos começar a rodar em algum momento em meados de março." Não houve resposta imediata de assessores de imprensa de Hanks, famoso por papéis em "Sintonia de Amor", "Forrest Gump", "O Resgate do Soldado Ryan" e "Náufrago".

Bigelow, cujo "Guerra ao Terror" ganhou vários Oscars neste ano, incluindo melhor filme, quer examinar a região onde Argentina, Paraguai e Brasil se encontram. Mas o teja irritou ministros do turismo de Argentina e Paraguai, que temem que o filme prejudique a reputação de seus países com turistas estrangeiros.

A região de fronteira tem sido associada com o comércio de produtos contrabandeados, e documentos do governo dos EUA divulgados pelo site WikiLeaks na última terça-feira afirmam que o local é um potencial foco de terroristas. Um documento de 1º de agosto de 2008 destaca a preocupação dos EUA com a possibilidade de que grupos terroristas aproveitem a falta de vigilância na zona de fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina para arrecadar fundos e organizar a logística de atentados.

O relatório da embaixada em Brasília aponta que na Tríplice Fronteira há um "fraco controle fronteiriço, contrabando, tráfico de drogas, fácil acesso a documentos falsos e a armas, circulação de produtos falsificados e fluxos de dinheiro sem qualquer controle", o que é um atrativo para grupos terroristas.

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