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Taiwanês Prince of Tears faz jus ao nome e se afoga no drama

VENEZA - Poucas vezes um nome foi tão adequado a um filme quanto o deste ¿Prince of Tears¿ (Príncipe das lágrimas), co-produção China-Taiwan-Hong Kong, dirigida por Yonfan, que foi o quarto longa-metragem exibido à imprensa na competição do 66o Festival de Veneza.

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação

"Prince of Tears": longa-metragem veio da China, mas é novela mexicana das ruins

Baseada em fatos reais, a obra é um dramalhão para Glória Magadan nenhuma botar defeito ¿ ou, para os mais novos, para novela mexicana nenhuma botar defeito. Passa-se na Taiwan dos anos 1950, que ainda lutava pelo sonho de ver a China libertada do comunismo e tratava seus supostos traidores de forma tão cruel quanto.

As meninas que fazem as duas irmãzinhas, cujos pais são acusados de traição, são uma graça. Mas pouco sobra do filme, afogado na trilha sonora dramática e ininterrupta, na narração excessiva ¿ daquele tipo que conta a história e depois a repete, caso o espectador tenha perdido alguma coisa. Mas o principal ¿ por que os pais são acusados de comunismo ¿ fica sem explicação.

A seleção de "Prince of Tears" só se explica mesmo pelo fascínio que o diretor artístico Marco Müller tem pelo Oriente. Acho que, neste caso, o presidente do júri Ang Lee, que é de Taiwan, não corre o risco de cometer uma patriotada. Seus filmes podem ser trágicos, mas não são parecidos com novelas da pior qualidade.

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