Suíça examinará extradição de Polanski

Ministra da Justiça deve analisar pedido do governo dos Estados Unidos

EFE |

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O cineasta norte-americano Roman Polanski
A ministra da Justiça suíça, Eveline Widmer-Schlumpf, afirmou que examinará pessoalmente a decisão sobre a reivindicação de extradição do cineasta Roman Polanski pedida pela Justiça americana às autoridades de seu país.

Em entrevista publicada hoje no jornal Neue Zürcher Zeitung , Widmer-Schlumpf assinalou que recebe regularmente informações sobre a evolução do expediente de Polanski, quem foi detido setembro passado em Zurique.

Após ficar preso dois meses, o diretor foi trasladado ao seu chalé na estação alpina de Gstaad, onde cumpre prisão domiciliar.

A decisão sobre sua extradição é estudada e será emitida pelo Escritório Federal de Justiça e, em sua etapa final, será analisada pela titular do ministério. Widmer-Schlumpf indicou, no entanto, que desconhece quando será conhecida a sentença de Polanski.

Disse que isso dependerá de "quando tiverem os documentos para julgar a demanda de extradição", em referência à informação oficial dos Estados Unidos sobre a sentença de um tribunal de apelação deste último país que rejeitou o pedido do diretor de cinema para ser julgado à revelia. Widmer-Schlumpf afirmou que a decisão dos juízes americanos a esse respeito é definitiva.

O diretor, de 76 anos, é acusado nos EUA de ter mantido relações sexuais com uma adolescente de 13 anos em 1977, quando tinha 43 anos. Se a Suíça decidir pela demanda de extradição, o cineasta poderá recorrer no Tribunal Penal Federal (TPF) suíço no prazo de 30 dias.

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