Robert Redford faz 75 anos: de galã a ícone dos independentes

Fundador do Festival de Sundance, ator ganhou Oscar Honorário por contribuição ao cinema

EFE |

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Redford: o último galã clássico de Hollywood
Robert Redford, ícone de toda uma geração, ator de um estilo cinematográfico praticamente extinto, completa nesta quinta-feira (18) 75 anos como o último galã clássico de Hollywood. E mesmo assim, ele conseguiu se reinventar como diretor e presidente do Festival Sundance.

Intérprete de Sundance Kid, Johnny Hooker, Henry Brubaker e outros personagens marcantes, ele está mais maduro e assumiu a idade. No entanto, seu espírito continua transbordando talento e para o próximo ano prepara seu nono filme como diretor.

Trata-se de "The Company You Keep", protagonizado por Shia LaBeouf , Susan Sarandon, Nick Nolte e ele mesmo, que novamente apostará no estilo reflexivo e pessoal que gerou resultados tão bons como "Nada é para Sempre" (1992) e "O Encantador de Cavalos" (1998).

Redford ganhou dois Oscar, o de melhor diretor por "Gente Como a Gente " (1980) e o Oscar Honorário em 2002 por seu trabalho a favor do desenvolvimento do cinema. Essa estatueta levava inscrita a seguinte frase: "Ator, diretor, produtor, fundador do Sundance, inspiração dos produtores independentes e inovadores de todo o mundo". Foi indicado em mais três ocasiões: melhor ator por "Golpe de Mestre" (1973), melhor diretor e melhor filme por "Quiz Show - A Verdade dos Bastidores" (1994) que também produziu.

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O ator sempre foi sinônimo de liberdade e paixão pela natureza. Daí surgiu a ideia de fundir os conceitos dentro de um evento que criasse oportunidades para os novos cineastas. Assim nasceu o Festival de Sundance, o mais importante do mundo dedicado ao cinema independente. A primeira edição aconteceu em 1983 e pouco depois se transformou no berço de talentos de nomes como Quentin Tarantino, os irmãos Coen, Paul Thomas Anderson e Steven Soderbergh.

Liberdade e natureza são características que também faziam parte do "modus vivendi" de muitos personagens de Redford, como o que interpretou com seu estimado Paul Newman no mítico "Butch Cassidy" (1969), além do "Mais Forte Que a Vingança" (1972) e "Entre Dois Amores" (1985). Com Newman, morto em 2008, formou uma das duplas mais memoráveis da história do cinema, só repetida em uma ocasião ("Golpe de Mestre").

Contudo, seu grande desafio foi deixar para trás a imagem de sex-symbol para ter o talento reconhecido. Missão complicada após seduzir meio planeta com o físico privilegiado e o olhar encantador, além das personagens de Jane Fonda, Mia Farrow e Barbra Streisand em "Descalços no Parque" (1967), "Nosso Amor de Ontem" (1973) e "O Grande Gatsby" (1974), respectivamente.

O talento foi comprovado em suspenses políticos do naipe de "Três Dias do Condor" (1975) e "Todos os Homens do Presidente" (1976), embora sem perder seu charme como em "Entre Dois Amores" (1985) - o inesquecível romance com a personagem de Meryl Streep -, "Havana" (1990) e "Proposta Indecente" (1993).

Na fase mais madura de sua carreira, a direção se revelou uma paixão. Redford sempre se mostrou interessado em propostas com que se identificasse e que representassem algum valor sentimental para ele. Assim chegou ao novo século com "Lendas da Vida" (2000), que Will Smith protagoziou e acabou sendo um fracasso de bilheteria para o estúdio DreamWorks.

No entanto, Redford deu a volta por cima anos depois com "Leões e Cordeiros" (2007), acompanhado de Meryl Streep e Tom Cruise. Ele ainda tem pendente a estreia em muitos países de "Conspiração Americana", sem ele no elenco, que arrecadou apenas US$ 11 milhões nos EUA.

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