Relação de Scorsese e Leonardo DiCaprio não dá sinais de esfriar

Parceria da dupla continua em "Ilha do Medo" e se revela garantia de bons negócios

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

AP
Leonardo Di Caprio nesta quinta-feira, divulgando "Ilha do Medo" no Japão
A aliança de Martin Scorsese com um ator não é inédita. Aconteceu primeiro com Harvey Keitel, mas depois Roberto De Niro apareceu, fez "Taxi Driver", "Touro Indomável" e outros seis filmes que deram origem à maior parceria cinematográfica de todos os tempos. Desde 2002, porém, Scorsese tem um novo preferido, alguém que há 10 anos provavelmente ninguém acertaria: Leonardo Di Caprio, astro de "Titanic", aquele que, antes de "Avatar", possuía a maior bilheteria da história. A dupla volta a se reunir em "Ilha do Medo", que estreia nesta sexta-feira (12), para provar que esse namoro não deve acabar tão cedo.

Os dois se conheceram numa festa em Roma, há mais de uma década, mas a relação só se concretizou em 2002, com o épico "Gangues de Nova York", projeto antigo do diretor. DiCaprio acabou eclipsado pela atuação de Daniel Day-Lewis, o vilão, mas o interesse de Scorsese não arrefeceu e o ator foi escalado em seu projeto mais ambicioso: "O Aviador" (2004), cinebiografia do excêntrico milionário Howard Hughes. O filme rendeu a segunda indicação do ator ao Oscar (a primeira foi com "Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador") e um prêmio no Globo de Ouro.

O reconhecimento parece ter servido de combustível para os dois, que voltaram a se reunir em "Os Infiltrados", policial tenso que deu a Scorsese seu primeiro Oscar de melhor diretor. DiCaprio não conseguiu sequer a indicação à Academia de Hollywood, mas foi lembrado por outras diversas premiações. Desde então, ele vive uma história de amor com a crítica, que também aplaudiu seu trabalho em "Diamantes de Sangue", "Rede de Mentiras" e "Foi Apenas Um Sonho".

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diretor Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio: juntos, e por um bom tempo
"Cresci trabalhando com ele", admitiu DiCaprio, hoje com 35 anos, à Associated Press. "Só sendo um idiota para não agarrar a oportunidade de trabalhar com alguém que eu e muitos consideram o diretor definitivo de nossa era. Para mim é muito simples." O astro não se arrisca a descrever a relação dos dois como paternal e vê Scorsese mais como "mentor e amigo". "Mas o engraçado é que ele é um ítalo-americano do mesmo bairro que meu pai, o Queens, e tem a mesma idade dele."

A explicação de Scorsese para sua empatia com DiCaprio tem a ver com velocidade e compreensão nos sets. "Às vezes, você se relaciona com um ator de uma maneira que não consegue explicar", disse ele ao jornal USA Today. "Senti isso com Harvey, com Robert e sinto isso agora... Você desenvolve um ritmo difícil de encontrar nesse negócio. Quando consegue achar, não larga mais."

E não larga mesmo, até porque desde "Titanic" DiCaprio é garantia de bons negócios: qualquer filme com ele rende ao menos US$ 20 milhões na estreia. Não que o Scorsese precise disso, mas, desde que se associou ao ator, seus filmes renderam pelo menos o dobro do que custaram. As próximas apostas são as adaptações para o cinema das vidas de Frank Sinatra e do presidente norte-americano Theodore Roosevelt, possivelmente os novos projetos de Scorsese e DiCaprio. Difícil imaginar quem não colocaria dinheiro nisso.

Leonardo DiCaprio comenta "Ilha do Medo"; assista ao vídeo:

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