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Nunca disse não no início da carreira , afirma Dira Paes em Gramado

GRAMADO ¿ A poucos minutos da abertura oficial do 34º Festival de Gramado, a atriz Dira Paes, homenageada da primeira noite, conversou com os jornalistas no final da tarde deste domingo (09) completamente radiante. Hoje é uma noite muito especial para mim. Significa aceitar o carinho daqueles que vêem meu trabalho e proporciona uma reflexão sobre minha vida, passa um filme completo na cabeça da gente, disse, fazendo um trocadilho espontâneo com sua longa carreira cinematográfica.

Marco Tomazzoni |

Edison Vara / PressPhoto

Com quase 30 filmes no currículo, Dira Paes é homenageada na serra gaúcha

Dira começou a trabalhar na frente das câmeras aos 15 anos, em 1985, quando conseguiu o principal papel feminino da superprodução A Floresta das Esmeraldas, do britânico John Boorman, filmada na Amazônia. Desde então, atuou em 28 filmes, em média mais de um por ano. "Acho que no início da minha carreira nunca disse não", admitiu, "mas isso contribuiu muito para eu ser essa atriz de hoje".

Estrela de longas diversos como "Dois Filhos de Francisco", "Amarelo Manga", "Meu Tio Matou Um Cara" e "A Festa da Menina Morta", Dira se tornou um dos rostos mais conhecidos da nova fase do cinema nacional, após a retomada. A presença quase que exclusiva na tela grande, no entanto, fez com que ela permanecesse uma espécie de ilustre desconhecida, deixando evidente que o brasileiro pouco frequenta as salas de cinema.

"As pessoas no Pará reagiam com indiferença porque não tinham acesso ao meu trabalho, achavam que eu não fazia nada", confessou, contando que deixou seu estado natal aos 17 anos rumo aos holofotes no Rio de Janeiro. Para tentar reverter esse quadro, se tornou a estandarte do FestCineBelém e corre atrás de parcerias para estimular a produção cinematográfica local. "Temo que o norte do Brasil seja descoberto pelos estrangeiros antes do que nós mesmos", lamentou.

Marco Tomazzoni

Dira Paes: "Sou uma velha jovem atriz"

Apesar de assumir sua experiência, Dira se define como uma "velha jovem atriz" pela sede com que inicia novos trabalhos. "Me sinto a todo momento como se estivesse começando de novo, é um brilho particular." Mais do que um bom roteiro, confessou procurar em seus projetos profissionais interessantes de se trabalhar, de um cineasta a um diretor de fotografia. "Às vezes o personagem nem é tão sedutor, mas quero estar com essas pessoas no set."

A televisão é um experiência relativamente nova para a atriz, mas que, aos 41 anos, parece ter atingido seu ápice com a personagem Norminha, da novela global "Caminho das Índias". "Já fui muito feliz, mas nunca tinha dividido isso com tanta gente como o público da novela das oito", admitiu. "Não pensava que esse papel fosse ter essa aceitação, achava que fosse apanhar na rua. Mas acho que os brasileiros gostam de uma safadezinha", brincou.

Prestes a voltar aos cinemas com o filme "Amazônia Caruana", de Tizuka Yamasaki, Dira pretende agora se dedicar ao teatro, em busca de uma experiência nos palcos. "Vivo em busca de um olhar de 180 graus, para ir a lugares em que nunca estive."

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