Qual deveria ser a primeira medida do próximo presidente na área da cultura?

A pedido da reportagem do iG, atores, diretores e produtores respondem a esta questão

Valmir Moratelli, enviado a Miami (EUA) | 23/08/2010 16:17

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Para José Wilker, política e cultura não deveriam se misturar. “Eles só atrapalham”, diz o ator se referindo aos políticos. Para a produtora de “O Bem Amado”, Paula Lavigne, o ideal seria o Brasil ter dois ministérios diferentes: um para a Cultura e outro para a Indústria Cultural, que englobaria o cinema. “Depois da indústria automobilística, a do cinema é a que mais emprega gente no mundo, além de ser um produto de exportação da imagem do brasileiro. É preciso mais atenção a isso”, explica.

Mauricio Farias, diretor do programa de TV “A Grande Família”, sugere que a primeira decisão do próximo presidente deveria estar voltada a baratear o acesso à cultura. “O ingresso do cinema, por exemplo, é muito caro. Uma saída são as salas digitais que podem ser levadas para todo o canto do País”, diz. Já Glória Pires vai ainda mais fundo no problema. “A questão não é só o político em si, mas a política”, diz.

A pedido da reportagem do iG, que esteve no Brazilian Film Festival Miami, atores, diretores e produtores respondem “qual deveria ser a primeira medida do próximo presidente na área da cultura”. Confira na galeria a seguir o que eles pensam sobre o assunto.
 

<span>José Wilker: ¿Não se metam com a cultura. Eles só atrapalham. Os governos ainda acham que governam. Sobrevivemos muito bem sem eles¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Andréa Beltrão: ¿Ouvir atentamente quem está envolvido nisso há décadas. Não só ouvir, mas levar a sério também. Há muita lição que se pode tirar de uma boa conversa¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Paula Lavigne: ¿Separar a indústria cultural da cultura. Cinema é indústria, não dá para ficar no mesmo grupo que o cara que faz artesanato no interior¿. </span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Glória Pires: ¿Para a cultura poder existir, as pessoas têm que ter acesso ao que querem ver". </span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Mauricio Farias: ¿Encontrar maneiras de aproximar o público das artes em geral, tornando-as mais acessíveis à maior parte da população¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Igor Cotrim: ¿Nunca paguei na vida para estudar. É preciso promover a cultura nas escolas, de forma gratuita¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Nanda Costa: ¿Dar mais valor a quem está começando e quem quer mostrar sua arte¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Rita Cadilac: ¿Dar o maior apoio possível a todas as formas de artes, já a partir do ensino fundamental, nas escolas. As boas ideias nascem ainda quando se é criança¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Paula Barreto: ¿É preciso encarar a cultura com o papel preponderante. E ser usada como estratégia de Estado, como tão bem fazem os Estados Unidos¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Camila Morgado: ¿Que pergunta difícil. Não sei responder. Acho que é um assunto tão importante, que foge da minha alçada¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong> <span>Mariza Leão: ¿A primeira medida deve ser mudar o ministro. Cultura não é um campo que deve ser monitorado pelo governo. É preciso mudar este pensamento¿.</span> - <strong>Foto: Mariana Vianna/ Divulgação</strong>

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