Os 5 melhores papéis de Nicole Kidman

A atriz faz as pazes com a crítica em "Reencontrando a Felicidade"; conheça os melhores trabalhos de sua carreira

iG São Paulo |

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Nicole Kidman em "Reencontrando a Felicidade": indicação ao Oscar e performance elogiada
Há quase uma década Nicole Kidman não fazia as pazes com a crítica. Embora não seja um sucesso de bilheteria, longe disso, "Reencontrando a Felicidade" , que estreia nesta sexta-feira (06) no Brasil e lhe rendeu uma indicação ao Oscar 2011, é o melhor trabalho da atriz em anos e encerra um jejum iniciado logo depois de "Cold Mountain", de 2003. Uma trégua mais do que merecida.

É verdade que no ano seguinte a "Cold Mountain" Kidman cortou os cabelos a la Mia Farrow para encarar o bom suspense "Reencarnação", no qual um garoto de 10 anos afirmava ser seu finado marido, com roteiro de Jean-Claude Carrière. Mas daí para frente, a maioria do que apareceu foi uma grande decepção.

Kidman encarou em sequência o thriller mediano "A Ínterprete", o desastroso remake de "A Feiticeira", o equivocado "A Pele", sobre a fotógrafa Diane Arbus, e outra refilmagem fracassada, "Invasores", baseada no clássico "Vampiros de Almas" (1955). Lançado direto em DVD no Brasil, "Margot e o Casamento" (2007) uniu a atriz com o humor peculiar de Noah Baumbach ("A Lula e a Baleia"), enquanto "A Bússola de Ouro" a apresentou como uma vilã com muito a aprender.

Seus dois últimos filmes antes de "Reencontrando a Felicidade" geraram grande expectativa e naufragaram, não só pelo desapontamento. "Austrália", de 2008, épico sobre o país situado na Segunda Guerra Mundial, foi a segunda parceria com o diretor Baz Luhrmann depois de "Moulin Rouge". Apesar do visual ostentoso, característica do cineasta, a química com Hugh Jackman não trouxe o efeito esperado e o longa foi bem nas bilheterias, mas não para confirmar o sucesso estrondoso que todos imaginavam.

Já o musical "Nine" (2009) foi uma decepção ainda maior. Apesar do elenco estrelado – Daniel Day-Lewis, Penélope Cruz, Fergie, Kate Hudson, Sophia Loren, Judi Dench, Marion Cotillard –, a caótica homenagem a Federico Fellini e ao cinema italiano não conseguiu nem se pagar: faturou US$ 53 milhões no mundo todo e custou mais de US$ 80 milhões.

A carreira de Kidman, no entanto, é maior do que esses deslizes. Por isso, o iG escolheu as cinco melhores interpretações da atriz, premiada com o Oscar por "As Horas". Confira.

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"Terror a Bordo" é o primeiro papel de destaque da atriz, quase irreconhecível no fim dos anos 1980
"Terror a Bordo" (1989)
Depois de pequenos trabalhos na TV australiana e em filmes independentes, Nicole Kidman fez sua grande estreia, aos 22 anos, com cabelos encaracolados e ruivos, no thriller "Terror a Bordo". Dos mesmos produtores de "Mad Max" e com Phillip Noyce na direção, futuro expert no gênero de ação ("Salt", "O Americano Tranquilo", "Perigo Real e Imediato"), o filme consegue dar sustos de verdade, apesar de um ou outro clichê. Um casal (Kidman e Sam Neill) embarca sozinho numa viagem pelo oceano para superar a morte do filho. Os dois acabam trombando com um náufrago (Billy Zane) e não demoram a perceber que ele é um maníaco que matou a tripulação do navio onde estava. Mais do que a cara de assustada, Kidman convence com mulher numa situação limite.

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"Um Sonho Sem Limites" mostra Nicole Kidman como uma repórter ambiciosa e sem escrúpulos
"Um Sonho Sem Limites" (1995)
Já estabelecida em Hollywood e casada com Tom Cruise, com quem estrelou "Dias de Trovão" (90) e "Um Sonho Distante" (92), Nicole Kidman teve seu primeiro desafio dramático em "Um Sonho Sem Limites", de Gus Van Sant, que começava a ganhar estatus de diretor cult. A atriz interpreta uma jovem jornalista sem escrúpulos, casada com Matt Dillon (de "Drugstore Cowboy", sucesso de Van Sant), que sonha em ser apresentadora de TV. O marido começa a atrapalhar seus planos e a então repórter do tempo de uma pequena emissora seduz o adolescente Joaquin Phoenix, em seu primeiro papel de destaque, para matá-lo. Com uma performance assustadora e sedutora ao mesmo tempo, Kidman ganhou o Globo de Ouro pelo papel.

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Kidman e Tom Cruise em "De Olhos Bem Fechados": tensão sexual e cena de nudez
"De Olhos Bem Fechados" (1999)
Com comédias românticas, filmes de ação e até um Batman no currículo, Kidman encarou o diretor Stanley KUbrick em "De Olhos Bem Fechados", numa nova colaboração com o marido Tom Cruise, a última antes da separação. Os dois vivem um casal abastado de Nova York que começa a questionar sua fidelidade, expõe suas fantasias sexuais e mergulha, especialmente o médico interpretado por Cruise, numa trama misteriosa e onírica. No auge da beleza, Kidman está eletrizante em cena – a abertura do filme, com sua nudez parcial, é famosa –, o que surpreende ainda mais pelo tenso clima das filmagens, que se estenderam por quase dois anos. Recebido com desconfiança na época do lançamento, após a morte de Kubrick, "De Olhos Bem Fechados" hoje é considerado um dos grandes trabalhos do cineasta.

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"Moulin Rouge" deu a primeira indicação da atriz ao Oscar e a revelou como cantora e dançarina
"Moulin Rouge - Amor em Vermelho" (2001)
Maior sucesso da carreira de Kidman, "Moulin Rouge" mostrou também o talento da atriz como cantora e dançarina, o que surpreendeu. Baseada na ópera "La Traviata" e no mito de Orfeu, a história segue o jovem compositor Christian (Ewan McGregor) até a boemia de Paris em 1899. Contratado pelo famoso cabaré Moulin Rouge, Christian escreve um espetáculo para Satine (Kidman), a mais bela cortesã do lugar. Os dois se apaixonam e alimentam um amor proibido, que contraria os interesses da casa e do poderoso Duque de Monroth. Com edição rápida, visual extravagante e músicas conhecidas do público, "Moulin Rouge" ganhou uma legião de fãs e foi um dos protagonistas do Oscar no ano seguinte, com indicações, inclusive, a melhor filme e atriz. Kidman venceu o Globo de Ouro pela segunda vez.

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Como a escritora Virginia Woolf em "As Horas": prótese nasal garantiu vitória no Oscar
"As Horas" (2002)
Indicada pelo segundo ano consecutivo ao Oscar, Nicole Kidman venceu o prêmio, dizem, por um nariz. Não deixa de ser verdade – o principal atrativo da interpretação da estrela em "As Horas" foi uma prótese no rosto para deixá-la mais parecida com a escritora britânica Virgina Woolf. Talentosa, Kidman foi além e conseguiu transmitir toda a confusão mental e de emoções da autora na década de 1920, na época em que escrevia o romance "Senhora Dalloway" e pouco antes de seu suicídio num rio do interior da Inglaterra. O único porém é que o papel de Kidman funciona, na verdade, como coadjuvante, tão grande quanto os de Julianne Moore e Meryl Streep, protagonistas dos outros segmentos. Aí, a coragem da atriz em esconder sua beleza atrás de um nariz foi mais importante para a Academia de Hollywood.

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