O sucesso da série Millennium

Escrita pelo jornalista e ativista político Stieg Larsson, a trilogia vendeu milhões de livros no mundo e agora chega aos cinemas

Lúcio Ribeiro, colunista do iG |

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O sueco Stieg Larsson, morto precocemente aos 50 anos
A atual Larssonmania, que causou dependências profundas em quem passava perto de uma livraria primeiro na Europa, depois nos EUA e mais recentemente no Brasil, prepara sua ruidosa chegada aos cinemas daqui.

Estréia nesta sexta-feira o sufocante Os Homens Que Odiavam as Mulheres , equivalente para as telonas do primeiro livro da trilogia Millenium de Stieg Larsson (publicada aqui pela Companhia das Letras). Larsson, jornalista e ativista político sueco, conseguiu dar excelente valor literário à sempre suspeita categoria "best-seller". O autor, aliás, morreu aos 50 anos, em 2004, logo depois de entregar ao editor os manuscritos da trilogia.

Considerada uma mistura de Agatha Christie na velocidade de O Código da Vinci e com vocação fenomenal de um Harry Potter , a trilogia de Larsson é completada pelos livros-filmes A Menina Que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar.

A trajetória de Larsson é tão fulgurante que mesmo nos EUA, onde o filme Os Homens Que Odiavam as Mulheres (lá The Girl with the Dragon Tattoo ) teve um bom desempenho nas bilheterias, Hollywood resolveu fazer sua "versão americana".

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Detalhe da capa de um dos volumes da trilogia Millennium
O diretor David Fincher ( Clube da Luta, O Curioso Caso de Benjamin Button ) vai iniciar as filmagens em outubro próximo para contar de seu jeito yankee a trama do jornalista e da hacker de computador que, ao investigarem o paradeiro da sobrinha de um empresário milionário, esbarram em cabeludíssimas histórias de nazismo, complôs industriais, incesto, estupro, assassinatos, atentados aos direitos humanos e em especialmente à mulher entre outras perversões gereralizadas, entremeadas até por referências pop.

O filme sueco, dirigido por Niels Arden Oplev, é um contagiante thriller que segue o todo-gás do primeiro da série de Larsson. Dando rosto aos personagens do livro, a versão cinema de Os Homens Que Odiavam as Mulheres logo nos faz simpatizar com a cybermana lésbica e punk-gótica Lisbeth, 24 anos, interpretada por Noomi Rapace, que desenvolve no paralelo da trama principal sua própria trama, que vai dar combustível às duas partes da trilogia.

Sua energia é o contraponto ideal à vagareza quarentona do (anti-)herói Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), jornalista investigativo que tem seis meses de liberdade até começar a cumprir uns anos de cadeia por atacar um empresário sueco nas páginas da revista em que trabalhava. O encontro da hacker com o jornalista se dá quando ambos se envolvem, bancados por um velho milionário, na busca de uma mulher que teria sumido 40 anos atrás.

O turbilhão de violência, tortura psicológica, perseguições e morte em que os dois vão entrar, com fundo histórico, uma direção esperta e num ambiente desértico de uma ilha sueca no frio, constituído de casas sinistras e habitantes super-suspeitos, dá a medida do que esses 150 minutos podem causar tanto no fã da obra de Larsson quanto em quem nunca teve contato com nenhum dos livros do sueco. Esquece a pipoca. Você não vai nem olhar para ela quando Os Homens Que Odiavam as Mulheres começar.

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