¿O Bem Amado¿ abre Festival de Olinda

Filme, baseado na obra de Dias Gomes, foi bastante aplaudido em sua primeira exibição pública. Estreia será dia 23 de julho

Valmir Moratelli, enviado especial a Olinda (PE) |

A 14ª edição do Cine PE, que acontece em Olinda, começou na noite desta segunda-feira (26), com a primeira exibição pública do longa “O Bem Amado”, de Guel Arraes, cuja estreia em circuito nacional está marcada para 23 de julho. Quase 3 mil pessoas foram ao Teatro dos Guararapes, no Centro de Convenções de Olinda, para assistir aos filme inédito e à homenagem ao diretor pernambucano.

“É um prazer mostrar meu novo filme no maior festival brasileiro. Eu me apaixonei por cinema ainda criança, aqui em Pernambuco. Na época, nem sonhava em ver filmes brasileiros. É uma glória”, disse Guel, antes de chamar ao palco a produtora Paula Lavigne e os atores Marco Nanini (que interpreta o lendário Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira), José Wilker (Zeca Diabo), além de Andrea Beltrão, Maria Flor, Caio Blat e Edimilson Santos. “Estamos resgatando uma obra de Dias Gomes, que fez imenso sucesso nos anos 60. A crônica política permanece atual no cenário brasileiro”, disse Caio, ao fim da exibição do longa, bastante aplaudido pelo público.

Também estiveram presentes o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a primeira-dama, Renata Campos, e os atores Silvia Buarque, Chico Diaz, Bete Mendes e Maria Ribeiro.

Sobre o filme

Marco Nanini, que já interpretou o protagonista no teatro, há dois anos, diz que não se baseou em versões anteriores para compor o Odorico atual, cinematográfico. “Não sei quem é o Odorico no cenário nacional. Prefiro me manter no cenário da ficção. Usei como parâmetro para o personagem a máscara dos políticos que vejo na TV, quando são alvos de escândalos. Odorico é contemporâneo neste sentido, a gente vê este tipo na TV o tempo todo”, disse.

O diretor também evita as comparações. “É uma peça. Fazer um mesmo personagem novamente, para os atores, é normal. Pensemos em ‘Hamlet’, de Shakespeare. Quantos já não fizeram o mesmo papel?”, disse ele.

Medo de pirataria

Antes da exibição do longa, um aviso dos organizadores a todos os presentes à sala. Desligar os celulares e guardar as câmeras fotográficas. “Os seguranças estão com ordem para retirar qualquer pessoa que desobedeça a esta regra”, disse uma das organizadoras.

Para Paula Lavigne, produtora do filme, tanto cuidado tem uma explicação. A pirataria. “Morro de medo disso, o filme precisa ser respeitado. Não quero que façam conosco o que fizeram com ‘Tropa de Elite’, que foi pirateada antes de entrar em circuito”, afirmou ela.

Após 110 minutos de filme, mais alguns minutos para os aplausos. O público presente aplaudiu de pé o longa, aprovando a adaptação aos cinemas e, fazendo os produtores e atores crerem que este pode ser mais um sucesso de bilheteria. “Apesar de não pensarmos nisso quando estamos trabalhando, é claro que público é sempre bem vindo. Ver o filme, pela primeira vez, já com o público junto, é muito bom. ,porque assim nos damos conta do que funciona, é sempre surpreendente”, disse José Wilker.

* O repórter viajou a convite da organização do Festival.

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