"O Amor Chega Tarde" segue aventuras de escritor de 70 anos

Baseado em contos de Isaac Bashevis Singer, personagem idoso é um ímã de mulheres

Reuters |

Baseado num trio de contos do norte-americano Isaac Bashevis Singer (1902-1991), "O Amor Chega Tarde" traz como protagonista Max Kohn (o austríaco Otto Tausig, de "Place Vendome") – uma espécie de alterego do escritor, que viaja de trem para New Hampshire, onde fará um discurso.

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Problemas na próstata não interferem na libido inquieta do protagonista de "O Amor Chega Tarde"
O que o consome nessa viagem, além de questões existenciais, são problemas na próstata e uma libido inquieta. Na casa dos 70 anos, Max não dá sinais de cansaço, e as mulheres que o cercam – reais e imaginárias – são sua razão de viver.

Apesar de ter uma namorada, Reisel (Rhea Perlman), a vida do escritor parece acontecer em função de relacionamentos – alguns dele misturando sonho com realidade. Há também uma ex-aluna (Barbara Hershey), a camareira do hotel (Elizabeth Peña) e uma viúva rica (Tovah Feldshuh) que lhe oferece tudo o que ele possa querer.

nullNão são beleza ou sex appeal que transformam Max num ímã para as mulheres. O que as atrai é a forma como ele deixa a si mesmo de lado para ouvi-las, para dar-se ao trabalho de fazê-las sentir-se especiais.

Se os relacionamentos de Max guiam a narrativa de "O Amor Chega Tarde", o que o diretor e roteirista Jan Schütte coloca como pano de fundo, e isso trazido especialmente da obra de Bashevis Singer, é a experiência do personagem ser sempre um estrangeiro. Mais do que isso, um estrangeiro em sua própria cidade.

Diferente da maioria dos nova-iorquinos (especialmente aqueles retratados no cinema), Max fala baixo, é calmo, e nunca altera sua voz – nem quando perde sua bagagem.

Ganhador do Nobel em 1958, Bashevis Singer é autor de obras que renderam filmes como "Inimigos, uma História de Amor" (1989), de Paul Mazursky, e "Yentl" (1984), escrito, dirigido e protagonizado por Barbra Streisand – para quem rendeu um Globo de Ouro na direção.

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