Novo "A Hora do Espanto" é "Crepúsculo" para meninos

Refilmagem atualiza aventura dos anos 1980 com dilemas adolescentes do novo milênio

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Novo representante da onda de refilmagens que assola Hollywood na última década, "A Hora do Espanto" chega um pouco atrasado no fenômeno pop dos vampiros, que teve em 2009 seu grande ano .

Divulgação
Anton Yelchin em "A Hora do Espanto": dilemas do ex-nerd são perder a virgindade e matar um vampiro
Não é ruim a ideia de trazer de volta a história do jovem Charlie Brewster, um aficionado por filmes de vampiros que descobre que o novo vizinho é uma criatura das sombras. O problema é que a proposta de dialogar com o público adolescente do novo milênio transformou o nerd do filme original em um ex-nerd que, ao ganhar popularidade, tenta a todo custo apagar seu passado e, quem sabe, perder a virgindade.

Como se isso não bastasse, o novo roteiro acabou com um dos elementos mais divertidos da produção da década de 1980: o "caçador de vampiros" Peter Vincent. Nas mãos do ator Roddy McDowall ele não passava de um velho ator de filmes de horror que apresenta um programa noturno sobre filmes de vampiros - uma homenagem a um dos principais nomes da produtora Hammer Films, Peter Cushing.

Agora, o Vincent de David Tennant é um famoso ilusionista com um espetáculo permanente em Las Vegas, um tipo de Criss Angel (famoso mágico norte-americano), só que muito mais gótico. Mas o pior é que, ao contrário de seu predecessor, o novo "especialista em vampiros" tem um histórico com o vilão da trama, o sedutor Jerry Dandrige.

Compare os personagens dos filmes "A Hora do Espanto" de 1985 e 2011

Jerry, por outro lado, melhorou muito. Nas mãos de Colin Farrell, o vampiro antes interpretado por Chris Sarandon soa muito mais sedutor e ameaçador - assim como as duas personagens femininas: a mãe de Charlie e sua namorada, interpretadas por Toni Collette e Imogen Poots, respectivamente.

Siga o iG Cultura no Twitter

Se no original elas não passavam de vítimas abobalhadas, agora participam da ação e até revidam quando deparadas com perigos sobrenaturais. Mesmo assim, é difícil engolir alguns buracos do roteiro, como a revelação de Vincent e a falta do elemento "gore" na produção - a cena do lobo se transformando no longa de 1985 é bom exemplo.

Amparado por um 3D desnecessário, "A Hora do Espanto" é uma boa pedida para os adolescentes que desde 2008 são levados pelas namoradas para assistir aos filmes da série "Crepúsculo". Agora o dilema é para os meninos.

nullnull

    Leia tudo sobre: a hora do espantocinema

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG