New York Times traça perfil de Zé do Caixão

Jornal norte-americano entrevista José Mojica Marins e compara cineasta a Roger Corman

iG São Paulo |

Em matéria publicada nesta semana no The New York Times , o cineasta José Mojica Marins, mais conhecido pelo personagem Zé do Caixão (ou Coffin Joe, nos Estados Unidos), foi comparado ao diretor e produtor norte-americano Roger Corman, um dos grandes nomes dos chamados filmes B.

Getty Images
O cineasta brasileiro José Mojica Marins, criador do personagem Zé do Caixão
"Eu sou original, diferente de qualquer um", disse ele ao jornal, que classificou seu alter ego como precursor de personagens famosos, como Jason e Freddy Krueger - protagonistas das séries "Sexta-Feira 13" e "A Hora do Pesadelo", respectivamente.

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A influência de Zé do Caixão na música também foi abordada. De acordo com a matéria, os integrantes da banda Ramones gostavam tanto dele que o presentearam com uma jaqueta autografada durante sua passagem pelo Brasil.

Já o músico Rob Zombie chegou a utilizar diálogos do filme "O Despertar da Besta", de 1969, na canção "I, Zombie", além de homenagear o personagem em alguns de seus filmes de horror.

"Todos os personagens de horror vão contra os costumes vigentes. Mas parte do encanto é que ele se propõe a atacar os principais valores sociais e religiosos", disse Michael Gingold, editor da revista Fangoria, uma das mais respeitadas publicações de horror. "Então, não é uma surpresa que o punk e o heavy metal, que muitas vezes fazem a mesma coisa, gostem dele."

A reportagem fala também da origem de seu trabalho como cineasta, da censura sofrida durante a Ditadura Militar e de como um pesadelo colaborou para a criação do Zé do Caixão. "Eu havia sido levado ao cemitério para ser enterrado vivo. Lembro de estar vestido todo de preto", revelou Mojica.

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